Roteiro
de Compras
Software
Não existe um modelo
predefinido de programas ou pacotes de software. Cada prefeitura
pode encontrar a solução que melhor atenda às
suas necessidades, tanto com os softwares já existentes
quanto com os desenvolvidos sob medida.
A escolha de softwares tem duas frentes: aqueles que serão
utilizados na infra-estrutura da rede – ou seja, nos
computadores que têm a função de servidores
-e os que serão usados para as aplicações
ou em cada computador.
Nesta segunda frente, há centenas de softwares disponíveis,
provenientes de empresas especializadas, de outras prefeituras
que já desenvolveram programas para determinados serviços
e atividades, e do próprio governo federal. Mas em
muitos casos as necessidades específicas de uma prefeitura,
fazem com que seja preciso adaptar os programas.
Opções variadas
É possível comprar soluções prontas
e adaptáveis nas áreas de gestão escolar
(ex: horário dos professores; controle e programação
nutricional da merenda escolar; matrículas automatizadas);
gestão de saúde (ex: controle de medicamentos
nos postos de saúde e da carga horária de médicos);
controle financeiro e tributário completo; fornecimento
personalizado de informações nos pontos turísticos;
integração dos sistemas de segurança;
todo o processo de concursos públicos; gerência
de telecentros; relacionamento com o cidadão, entre
outros. [Para conhecer outras possibilidades, ver seção
Aplicações do Roteiro de Compras]
É interessante averiguar com as fabricantes de software,
e mais especificamente com as especializadas em softwares
para a administração pública, o que elas
oferecem, assim como com outras prefeituras e o governo federal.
Sistemas flexíveis, que se adaptam a cada município
e que mudem o mínimo possível a cultura da administração
pública, são os mais indicados, pela facilidade
com que serão instalados e, provavelmente, adotados
pelo funcionalismo.
Fator importante é o tamanho do município, em
termos de números de habitantes e de complexidade dos
órgãos da administração pública.
Alguns programas são feitos para escalas menores e,
se forem utilizados para além de sua capacidade, podem
não responder ou entrar em colapso.
Quanto às prioridades na escolha de programas, consultores
indicam que não há uma ordem única. Deve-se
levar em conta que é preciso dosar investimentos em
infra-estrutura e no fornecimento de serviços. Por
exemplo, a prefeitura não deve se preocupar apenas
em preparar a estrutura e digitalizar documentos antigos,
gastando todo o orçamento nesta etapa, sem começar
a prover serviços paralelamente.
Licenças livres x licenças proprietárias
Uma das escolhas a serem feitas é quanto a
softwares livres ou proprietários, ou seja, entre aqueles
que têm licença gratuita, o que permite adaptação
e uso por qualquer pessoa, e aqueles cuja licença é
fechada e paga.
Nas duas opções há vantagens e desvantagens.
Na licença livre, a grande vantagem é o custo
e a possibilidade de qualquer técnico poder modificar
o código e os parâmetros do programa para adequar
a cada prefeitura. A desvantagem é, dependendo da complexidade
e do tempo que as adaptações levem, o custo
com salários dos técnicos e o tempo de familiarização
dos mesmos com o software e da realização de
testes.
Na licença paga, a desvantagem imediata é o
preço que, dependendo do contrato que a prefeitura
fizer com a fabricante, pode acabar valendo a pena em longo
prazo. A vantagem é que se compra um pacote completo,
incluindo o software em si, o processo de implementação
e o trabalho de técnicos ou da empresa de informática
da prefeitura ou do estado na adaptação do programa
a cada órgão público.
Se a prefeitura optar por software proprietário, consultores
alertam que é preciso tomar cuidado com a autonomia
sobre o programa: a fabricante/desenvolvedora do software,
uma vez fechado o contrato, deve garantir acesso da prefeitura
e seus técnicos ao código-fonte. Caso contrário,
corre-se o risco de a prefeitura virar refém da fabricante,
que pode querer cobrar a cada alteração a ser
feita ou a cada update (atualização) no programa,
e até falir ou sair do mercado.
Em suma, em qualquer um dos casos – licença livre
ou licença proprietária - há que orçar
os custos de serviços especializados de manutenção
e desenvolvimento e calcular o que vale mais a pena para o
município e o estado.
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