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Gargalo
Sem banda larga, dados do Censo 2010 serão transportados em pen drives

O IBGE faz neste ano o maior Censo da história do país, em um processo totalmente digital desde a coleta dos dados. Para isso serão usados 220 mil computadores de mão, equipados com GPS, nos quais serão preenchidas as respostas colhidas em 58 milhões de domicílios. Mas toda essa tecnologia tem um gargalo: não há links de internet para conectar os 7 mil postos de coleta da pesquisa.

 
Com a Telebrás
Governo federal anuncia o Plano Nacional de Banda Larga

Até o fim de maio, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinará o decreto que institui o Plano Nacional de Banda Larga, reestruturando a Telebrás para gerir a rede de fibras óticas do setor elétrico e comercializar capacidade de tráfego de dados no atacado − mas com a permissão para, se preciso, vender no varejo. A linha geral do plano é oferecer essa capacidade a R$ 230 o Megabit por segundo, valor que permitirá a venda ao consumidor a, no máximo, R$ 35. Esse preço, porém, pode ficar mais próximo de R$ 29 caso se consiga retirar o ICMS da conta, em negociação a ser feita com os governos estaduais. Além disso, haverá incentivos e desonerações que podem levar o acesso, especialmente o móvel, para a casa dos R$ 15.

 
Redimensionamento
PNBL: governo já fala em primeira etapa

A expectativa de implantar ainda em 2010 o Plano Nacional de Banda Larga foi redimensionada. E o coordenador dos programas de inclusão digital do governo federal, Cezar Alvarez, já fala no lançamento de uma primeira etapa do PNBL. Segundo ele, "o Plano será algo de 4, 5, 10 anos". O governo também já sabe que os brasileiros não terão como comprar acesso à internet até o teto de R$ 35 ainda este ano.

 
Menos recursos
Governo deve reduzir meta de cidades beneficiadas pelo PNBL

Segundo o coordenador do Programa de Inclusão Digital da Presidência da República, Cezar Alvarez, a intenção do governo de levar a banda larga a 300 cidades ainda este ano foi reduzida para 100 cidades. O objetivo de atingir 23 capitais passou para 17 e os pontos públicos, que seriam 150, ficarão em 100. O motivo é a falta de recursos adicionais além daqueles já disponíveis para o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL).

 
Incentivo
Plano de banda larga vai prever isenção tributária para parceiros

A última versão do Plano Nacional de Banda Larga vai prever isenção de tributação para as empresas dispostas a fornecer internet rápida a preços populares. O governo pretende fornecer internet “no atacado” a preços inferiores aos cobrados hoje no mercado e já está trabalhando em uma linha de financiamento, superior a R$ 5 bilhões, para empresas que se tornarem parceiras.

 
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