Mercado » Dados e pesquisas

Banda larga ou estreita?
Acesso a conexões rápidas é bastante desigual mundo afora

Os números impressionam, mas trazem um alerta. Conforme dados de setembro do ano passado, 1,7 bilhão dos 7 bilhões de pessoas do planeta podiam navegar pela internet. Desse total, 42% estavam na Ásia, o continente mais populoso do mundo, 24% na Europa, 25% nas Américas, 5% na Oceania e apenas 4% na África. A discrepância se dá também na qualidade da navegação. Nesse quesito, é possível ver o tamanho da desigualdade no acesso à banda larga. Enquanto na Europa 68% das conexões são feitas em alta velocidade, na África o índice cai para 11% e chega a 17% na América do Sul. A América do Norte apresenta índice de 57%, enquanto a Oceania chega a 44% e a Ásia, a 45%. Portanto, apenas na Europa mais da metade das conexões são feitas em alta velocidade, isto é, 128 Kbps, patamar mínimo definido pela União Internacional de Telecomunicações.

 
Educação
Computador e internet ainda são subutilizados nas escolas, aponta pesquisa

Pesquisa realizada em 400 escolas públicas em 13 capitais brasileiras mostra que o tradicional problema de falta de infraestrutura está sendo superado pela falta de preparo para lidar com as novas tecnologias. As escolas possuem computadores, mas falta treinamento para melhorar o uso das máquinas.

 

Lan houses são decisivas para acesso à internet no Norte e Nordeste

De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD 2008) do IBGE,  as lan houses têm papel decisivo para a inclusão digital no país. Elas representaram 35,2% dos acessos realizados pelas 56 milhões de pessoas e foram os principais pontos de acesso nas regiões Norte e Nordeste.

 

ONU aponta desigualdade no acesso à banda larga

Um recente relatório da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad, na sigla em inglês) aponta que a exclusão digital ao redor do mundo tem diminuído, mas substituída por outra desigualdade, a de uso de banda larga. Para reverter a disparidade, a Unctad recomenda investimentos governamentais visando melhorar as infraestruturas de comunicação.

 

Menos de um quarto da população brasileira é usuária de serviços de governo eletrônico

Pouco menos de um quarto dos brasileiros utiliza serviços de governo eletrônico, e a grande maioria desta parcela o faz para consultar andamento dos pedidos de CPF. Estas são algumas das revelações principais da pesquisa TIC Domicílios 2008, realizada pelo Cetic.br,  órgão do Comitê Gestor da Internet (CGI.br) responsável pela produção de indicadores e estatísticas. O estudo foi conduzido com 21.520 entrevistados com mais de 10 anos. No caso do governo eletrônico, todos os respondentes tinham mais de 16 anos. Segundo a pesquisa, 22% do total de entrevistados afirmaram terem usado, nos últimos 12 meses, algum serviço de governo eletrônico. Separando os dados das áreas rural e urbana, 25% das pessoas que moram na cidade usaram canais de e-gov, contra 7% registrados na área rural, revelando grande discrepância de condições entre campo e cidade.

 
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