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Wi-Fi gratuito é vital para investimentos e turismo, diz pesquisa
Uma recente pesquisa da empresa norte-americana DeviceScape mostra que poucas pessoas estão dispostas a pagar para ter acesso a conexões sem fio à internet quando estão fora de casa ou do trabalho e que a grande maioria considera a presença de redes sem fio no momento de escolher um hotel ou fazer visitas a locais de interesse público. A notícia é importante para quem está desenhando projetos de oferta de conexão e questionam a sustentabilidade da iniciativa.
Segundo o relatório, 90% das pessoas consideram a oferta de conexão sem fio na hora de decidir em que hotel se hospedar e locais a serem visitados. Dentro deste universo, 93% esperam que a navegação seja gratuita. Uma grande parte (84%) diz não gostar de senhas para poder utilizar a internet.
Em relação ao turismo, um aviso: mesmo não pagando, 75% dos entrevistados dizem que não voltariam a um lugar que oferece conexão ruim. Praticamente o mesmo percentual (72%) afirma que estaria mais propenso a adquirir um imóvel ou instalar um negócio em áreas que fornecem acesso gratuito à internet, dica importante para municípios que estudam a possibilidade de implantar um projeto de digitalização.
Os dados também mostram que 53% das pessoas utilizam apenas conexões gratuitas, recusando-se a pagar pela navegação quando detectam uma rede no momento em que se encontram fora de casa ou do trabalho. O percentual é consideravelmente superior aos 36% que afirmam usar qualquer tipo de conexão sem fio, seja ela paga ou gratuita. Apenas 6% dizem utilizar redes com cobrança.
Um dos principais usos feitos pelos usuários de rede sem fio são ligações via VoIP. Segundo a pesquisa, 78% dizem utilizar esse tipo de serviço. “Por que pagar pelo que é gratuito? Ligações internacionais ainda por cima são caras e de má qualidade”, questiona o relatório.
A pesquisa utilizou a base de dados da DeviceScape, que oferece soluções de conexão via Wi-Fi a um mercado estimado em 1,5 milhão de pessoas. Metade dos respondentes é dos EUA, mas cerca de 7% vivem na América do Sul.
Data: 15 de fevereiro de 2010
Autor: Da Redação
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