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Setor de TIC cobra preferência à indústria nacional nos megaeventos esportivos

Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) articulam-se para garantir pelo menos parte dos negócios a serem gerados com os grandes eventos esportivos que serão sediados no Brasil nos próximos anos, como a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016. Mesmo reconhecendo que boa parte dos serviços já chegará em contratos fechados previamente com a FIFA e o COI, os empresários nacionais acreditam que sobrarão muitas oportunidades.

Parte da estratégia consiste em convencer os poderes públicos nacional, estaduais e municipais a negociarem com os organizadores para garantir empresas brasileiras em parte dos contratos. “Queremos que o poder público trabalhe para pressionar que tenha conteúdo nacional”, diz o coordenador da Rede Rio TI Sports, Alberto Blois.

Ele lembra que, além da Copa e das Olimpíadas, o país também sediará outros eventos de grande porte, como as Olimpíadas Militares em 2011 e a Conferência ECO +20, em 2012. “Já há um começo, porque empresas brasileiras ganharam dois dos editais do Ministério da Defesa para as Olimpíadas Militares”, conta o coordenador da Rede Rio TI Sports.

Nessas disputas, por sinal, o Ministério da Defesa fez uso da Medida Provisória 495/2010, que garante preferência às empresas de TI com produtos e serviços com tecnologia desenvolvida no Brasil. A participação também serve como porta de entrada nos grandes eventos, o que facilita posteriores gestões com entidades como FIFA e COI.

As empresas do Rio de Janeiro já começaram a se organizar e nesta segunda-feira, 25/10, foi a vez das de São Paulo, que aproveitaram o primeiro dia da Futurecom para anunciar a Rede TIC na Copa, promovida pelo Instituto de Tecnologia de Software e Serviços (ITS). No mesmo evento, por sinal, também foi anunciada que as iniciativas carioca e paulista vão se unir.

Os empresários reconhecem que os principais contratos diretamente ligados aos jogos já virão fechados pelas entidades organizadoras. “Sabemos que o cerne das coisas quem domina é a FIFA, mas há outras oportunidades, seja para a customização dos serviços para o Brasil, seja para tudo o que acontece no entorno dos jogos, como nos restaurantes, hotéis, etc”, emenda Bois.

“Nossa maior preocupação é se as empresas brasileiras serão fornecedoras. Isso não é impossível, mas temos que inovar, criar soluções que ainda não existem”, diz o diretor executivo do ITS, José Vidal Bellinetti. O incentivo às empresas passa pelo uso de recursos do Prosoft do BNDES e pela construção de um catálogo de soluções.

Fonte: Convergência Digital
Data: 27 de outubro de 2010

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