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Serpro quer oferecer novos serviços para prefeituras

Estatal federal começará no segundo semestre a construção, no Rio de Janeiro, de novo centro de dados baseado em computação em nuvem

Um terreno contíguo ao espaço do novo centro de desenvolvimento do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), no bairro carioca do Andaraí, receberá também um novo centro de dados para uso da tecnologia de computação em nuvem.

As obras começarão no último trimestre do ano, conforme anunciou o diretor-presidente do Serpro, Marcos Mazoni, nesta quinta-feira, dia 28, segundo e último dia da 11ª Rio Wireless International Conference. Um dos objetivos do novo centro de dados é dar suporte a soluções para cidades digitais, como plataformas de governo eletrônico.

A ideia é oferecer soluções com foco no cidadão. “As cidades digitais têm avançado em infraestrutura, mas as prefeituras ficam muitas vezes com ociosidade nas suas redes e não prestam serviços a sua população”, ponderou Mazoni, em entrevista ao Guia das Cidades Digitais. “Podemos oferecer, através das nossas ‘nuvens’, serviços de qualificação da relação do poder local com o contribuinte”, completou.

Orçamento e saúde

Entre esses serviços, ele destacou pesquisas de opinião, soluções em saúde (prontuário eletrônico e marcação de consultas), comunicação e sistemas para orçamento participativo. Algumas soluções já existem, como o Ecar, sistema de acompanhamento de projetos utilizado nas obras para a Copa do Mundo de 2014. Segundo Mazoni, o sistema foi desenvolvido pelo Serpro em software livre e ambiente web. “Uma prefeitura pode usá-lo para orçamento participativo, para acompanhar suas próprias obras”, sugeriu o diretor-presidente do Serpro.

Entre exemplos de outros serviços a serem possibilitados pelo novo centro de dados, Mazoni citou um projeto de relacionamento com os turistas que visitarão o Brasil na Copa do Mundo e nas Olimpíadas de 2016. O projeto prevê a geração de um e-mail para cada visitante, por meio do qual ele receberá informações sobre os jogos e atrações turísticas.

Segundo Mazoni, esse sistema também poderia ser aplicado na gestão municipal. “Por que uma prefeitura não pode ter um e-mail para cada um de seus moradores, para se comunicar como numa intranet local?”, perguntou.

Para este ano, estão previstos cerca de R$ 30 milhões para as obras do novo centro no Rio. Ao todo, o empreendimento custará R$ 150 milhões. Como terá estrutura modular, Mazoni espera ter parte do novo centro de dados funcionando ainda este ano. “Queremos ter um módulo concluído e funcionando neste ano. Até a Copa do Mundo ele deve crescer até o investimento de R$ 150 milhões”, disse.

A tecnologia de computação em nuvem deverá acelerar a implementação – já estão previstas parcerias para utilizar a infraestrutura de servidores da Dataprev, estatal de tecnologia da informação da Previdência Social, e da Telebrás, mas a ideia é firmar outras. Também comporão a “nuvem” centros do Serpro em outras cidades, inclusive no Rio de Janeiro, além de servidores [computadores de maior porte] em horários de ociosidade. De acordo com Mazoni, a rede atual do Serpro possui capacidade suficiente para o tráfego de dados a ser gerado pelo novo centro.

Por conta do novo centro de dados, técnicos do Serpro trabalham em conjunto com pesquisadores do Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), vinculado ao Ministério da Ciência e Tecnologia, para desenvolver soluções tecnológicas. Mazoni destacou as áreas de segurança e de padrões de bancos de dados como pontos frágeis da tecnologia de computação em nuvem, que precisam de novas soluções tecnológicas.

Data: 29 de abril de 2011
Autor: Vinicius Neder

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