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Secretário do Minicom explica o uso de satélites no PNBL
Maximiliano Martinhão destacou que os satélites cobrem vastas áreas geográficas, viabilizando a prestação de serviços de telecomunicações em locais densamente povoados e em regiões mais afastadas
O secretário de Telecomunicações do MiniCom, Maximiliano Martinhão, durante sua participação no Congresso Latino-Americano de Satélites 2011, realizado no Rio de Janeiro, comentou sobre o papel do satélite no Programa Nacional de Banda Larga, destacando alguns aspectos, como a capacidade que os satélites possuem de cobrirem vastas áreas geográficas, viabilizando a prestação de serviços de telecomunicações tanto em locais densamente povoados como em regiões mais afastadas. Além disso, o secretário ressaltou o custo atrativo dessa solução quando comparado com aquele decorrente da instalação de infraestrutura terrestre para estabelecimento de comunicação em áreas de difícil acesso.
Martinhão lembrou que, no último mês de agosto, a Agência Nacional de Telecomunicações licitou o primeiro direito de exploração de satélites no Brasil, no valor total de R$ 254,4 milhões. Isso vai permitir que quatro novos satélites brasileiros entrem em operação, cobrindo 100% do território nacional e dedicando parte da capacidade para atender o mercado brasileiro. Os direitos de exploração serão conferidos por 15 anos, prorrogáveis uma única vez.
"O satélite deverá atender a 24,4 milhões de pessoas em áreas remotas e não aglomeradas. E chegará a 1.283 municípios tendo o satélite como backhaul. Enquanto a rede não chegar, vai por satélite, com envolvimento de empresas públicas e empresas privadas", disse o secretário. Para ajudar no cumprimento da meta do Programa Nacional de Banda Larga (PNBL), o governo vai construir um satélite próprio, que será usado também pelo Ministério da Defesa. Recursos para a construção do primeiro satélite, que deve custar cerca de R$ 700 milhões, já estão previstos na proposta de orçamento para o próximo ano.
Com a presença de especialistas, da comunidade empresarial e do governo, o evento discutiu, até esta sexta-feira (7), o fortalecimento da indústria aeroespacial no país, as novas aplicações em vigilância marítima, meteorologia e sensoriamento remoto.
Confira aqui a palestra do secretário.
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Fonte:
Assessoria de Comunicação Social do Ministério das Comunicações
Data: 07 de outubro de 2011