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Rio concorre a prêmio chinês de inovação urbana

Iniciativa carioca é uma das 15 selecionadas pelo Instituto de Inovação Urbana Internacional de Guangzhou para participar de concurso

O Centro de Operações do Rio de Janeiro está concorrendo ao Prêmio Internacional de Inovação de Urbana de Guangzhou. A premiação está em sua segunda edição e é uma iniciativa do Instituto de Inovação Urbana Internacional da cidade chinesa, em parceria com a prefeitura local, que pretende apontar as melhores soluções tecnológicas para administração de grandes cidades. O projeto do Rio é uma das 15 concorrentes.

Até cinco cidades serão declaradas vencedoras. Cada uma receberá US$ 20 mil como prêmio, além de certificado e a oportunidade de apresentar o caso em conferência de inovação urbana a ser realizada pela prefeitura da cidade chinesa. A eleição será feita por meio de votação pela internet, de votos da imprensa e dos participantes da conferência. Qualquer um pode votar eletronicamente, até 26 de novembro, desde que faça um cadastro no site do evento.

“O prêmio contribui para o progresso das cidades ao promover inovações no setor público e ao apresentar uma plataforma de cidades e regiões ao redor do mundo capaz de dividir e disseminar seus logros”, afirmam os organizadores no site do evento.

Foram aceitas candidaturas de projetos vistos como novos e voltados para o desenvolvimento social, econômico ou ambiental da cidade e estar ativo há pelo menos dois anos. Além disso, precisa ter impacto comprovado no cotidiano urbano.

Concorrem à láurea, além do Centro de Operações do Rio de Janeiro, criado em 2010 para fazer o trânsito da cidade fluir melhor e ainda monitorar o deslocamento de serviços públicos como ambulâncias e viaturas policiais, 14 projetos. Dos 15 concorrentes, quatro estão nas Américas. Pela Argentina, concorre a Mesa Redonda para Inovação e Criatividade de Buenos Aires; pela Colômbia, os parques educacionais da cidade de Antioquia; enquanto pelos EUA, a experiência de orçamento participativo da juventude de Boston.

Na África, há apenas um concorrente: o programa de finanças de Darkar, no Senegal, que concede microcréditos a pessoas de baixa renda.

Na Europa, os participantes são o projeto de cidade inteligente de Bristol, Inglaterra; o de tornar o município sueco de Linkoping neutro em carbono até 2025, e o conceito de construções sustentáveis que a prefeitura de Hamburgo está implementando. Há ainda o museu da memória de Eskishir, na Turquia, que utiliza a tecnologia para promover a história da cidade.

Do Oriente Médio, vem o projeto Estidama, de Abu Dhabi, que tem o objetivo de tornar o emirado sustentável até 2030 por meio de fortes investimentos em tecnologia e planejamento urbano.

Há, ainda, concorrentes asiáticos e da Oceania. Da Ásia vêm o projeto do distrito de Pluit, Jakarta, na Indonésia. Ele pretende revitalizar a proteção costeira da cidade e adaptar a região aos efeitos das mudanças climáticas. O corte na emissão de gases poluentes e a criação de um banco local de crédito de carbono são os chamarizes da sulcoreana Gwangju para ganhar o prêmio, enquanto a cidade chinesa de Hangzhou concorre com seu sistema de bicicletas públicas.

Finalmente, da Oceania concorrem a iniciativa de reconstrução de ChristChurch, na Nova Zelândia, após o terremoto de 6,3 graus na escala Richter que afetou a cidade em 2011, e Melbourne. O município australiano está transformando sua infraestrutura, incluindo transportes e uso de energia, para tentar baixar a temperatura da cidade em quatro graus centrígrados.

Esta é a segunda edição do prêmio Guangzhou. Na primeira, realizada em 2012, Viena (Áustria), Kocaeli (Turquia), Seul (Coreia do Sul), Lilongwe (Malawi) e Vancouver (Canadá) foram as vencedoras.

 

Data: 15 de outubro de 2014
Autor: Marcelo Medeiros

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