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Rede sem fio será inaugurada em novembro

Todas as escolas e hospitais conectados a uma rede sem fio de acesso à internet, demais órgãos a um anel de fibra ótica e serviços online para a população. Assim será Londrina, município de 500 mil habitantes no interior do Paraná, quando seu projeto de transformação em Cidade Digital estiver concluído. Algumas etapas do ambicioso plano já foram cumpridas, e outras estão em fase de implementação.

A primeira fase do projeto começou em 1997, quando a prefeitura iniciou a construção de um anel de fibra ótica no centro da cidade para servir aos órgãos da administração pública. Na época, o serviço de conexão já atendia às necessidades do governo municipal, mas, dado o crescimento dos serviços e possibilidades da rede mundial de computadores, foi planejada uma ampliação. Uma das necessidades do poder público da cidade paranaense era operar uma rede própria a fim de garantir o sigilo de dados. Afinal, pela malha da prefeitura passam informações sigilosas relacionadas a tributos e receitas médicas.

No entanto, o custo de construção de uma rede própria de fibra ótica maior do que a em uso mostrou-se além do possível para as contas municipais. Assim, a prefeitura, há cerca de cinco anos, decidiu iniciar estudos para verificar a viabilidade de implementação de uma rede sem fio no padrão WiMax. "A tecnologia wireless é bem mais barata", diz Joaquim Domingues de Oliveira, diretor de Tecnologia da Informação da Secretaria de Planejamento de Londrina. "Começamos a desenvolver o projeto há um ano e atualmente ele está em fase de implementação". A inauguração da rede está prevista para o dia 10 de novembro.

A idéia é operar com duas redes, pois, na eventualidade de uma cair, os serviços não seriam afetados. A busca por segurança e disponibilidade deve-se ao fato de a cidade já ter enfrentado problemas na rede que deixaram hospitais sem conexão por cerca de um mês.

Educação e saúde

O custo do projeto, batizado de Londrina Digital e abrigado na Secretaria de Educação, está em R$ 4,6 milhões, a serem investidos ao longo de cinco anos. Quando pronta, a iniciativa dará acesso à internet a 82 escolas municipais, incluindo as da zona rural, e 11 centros de educação infantil. Atualmente, a conexão das unidades de ensino urbanas é feita via fibra ótica, enquanto as mais afastadas utilizam internet via cabo (ADSL). Com a rede sem fio, todas passam a operar em banda larga e com acesso liberado aos alunos, pois cada unidade terá ao menos dois computadores disponíveis para o corpo discente.

Para isso, já foi lançado um edital de compra de 700 computadores, 140 notebooks e 140 data shows, além de licenças de programas. O edital foi orçado em R$ 2,4 milhões. Os equipamentos, aliados à conexão, irão facilitar o treinamento de professores e auxiliar no controle de presença dos alunos, o que é útil para ajudar em outros programas, como o Bolsa Família, que demanda a presença em sala de aula para a concessão do benefício. "A partir da implantação da rede nas escolas, a tecnologia se incorpora ao dia-a-dia com utilização de teleaulas, videoconferência e demais formas de comunicação virtual", exemplifica Oliveira.

O plano inclui a implementação de serviços voltados para alunos e professores, como um portal de gestão escolar e outros direcionados aos pais e aos próprios estudantes.

Além dos órgãos da Secretaria de Educação, as unidades de saúde também serão beneficiadas pela rede wireless. Os 160 postos de saúde serão conectados à rede mundial de computadores e poderão se comunicar para gerar receitas online e disponibilizar históricos de pacientes via computador.

Enquanto investe na expansão do serviço em escolas e postos de saúde, a prefeitura de Londrina já oferece facilidades pela internet em seu portal. O cidadão, hoje em dia, pode pagar IPTU e ISS de forma online e consultar documentos e regras da prefeitura para abrir negócios.

No futuro, a idéia é difundir o uso de telefonia via IP, monitorar vias públicas e realizar conferências online, entre outras possibilidades.

Concebido pela prefeitura de Londrina, o projeto de implementação da rede sem fio está sendo realizado pela Alias Networks, que também forneceu os clusters AP do sistema Canopy da Motorola, equipamentos responsáveis por distribuir o sinal sem fio para os receptores, permitindo a criação de redes ponto-a-ponto e ponto-multiponto.

Data: 24 de outubro de 2008
Autor: Marcelo Medeiros

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