Rede sem fio até 2010 no planalto central
O planalto central também vai ser palco de projeto ao mesmo tempo de estado e de cidade digital. O DF Digital, iniciativa coordenada pela Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia (Sect), vai montar uma rede sem fio em todo o Distrito Federal, para conectar os órgãos públicos e incrementar as atividades de inclusão digital. Por ora, a linha de atuação mais adiantada é a instalação de telecentros.
“O programa é de inclusão digital, social e tecnológico. Pois o DF Digital é o guarda-chuva dentro do qual instalamos telecentros, oferecemos cursos de informática, qualificação profissional, etc. Assim, podemos dar cidadania a comunidades excluídas”, diz o subsecretário de Ciência e Tecnologia do DF, Silvio Sakata.
A instalação de telecentros vem ocorrendo desde 2007, somente nas cidades-satélite da capital, em duas frentes: dentro do DF Digital, com gerência da equipe da Sect; no subprojeto chamado DF Digital – Telecentros, em parceria com a Igreja Católica; e em uma terceira iniciativa, apoiada pelo governo federal.
Já há mais de 70 telecentros instalados. Em todos eles, são oferecidos diferentes cursos de informática e profissionalizantes. [Para conhecer melhor, leia box ao final]
O próximo passo é instalar a rede de internet sem fio no DF e suas cidades-satélite. “Estamos com o edital pronto, para compra de material e contratação de empresa para a execução do projeto”, informa Sakata.
“Estamos esperando somente a conclusão de negociações com o governo federal, que deverá destinar recursos financeiros, através do BNDES ou do Ministério da Ciência e Tecnologia. Já temos a outra parte dos recursos necessários”, completa ele, que espera poder lançar o edital no segundo semestre.
Prioridade para as escolas
A tecnologia WiMax foi escolhida para construir os dois backbones previstos no projeto, cada um com 300 Mbps de banda de internet. Serão três torres principais, que interligarão postos de saúde, escolas, secretarias e demais órgãos do governo do DF. Na ponta, para fazer o sinal se espalhar por escolas, órgãos públicos etc., o projeto lançará mão da tecnologia Mesh.
“Poderemos realizar diversas atividades, como interligar escolas rurais, monitorar creches e rondas policiais, além de permitir maior eficiência na administração pública”, comemora Sakata.
As escolas são prioridade do projeto. Segundo o subsecretário, cerca de metade já tem laboratórios de informática. Para aquelas que ainda não contam com a estrutura, será providenciada a instalação, em parceria com o Ministério da Educação, por intermédio do Programa Nacional de Informática na Educação (ProInfo).
O projeto já prevê também a utilização de VoIP. Segundo o subsecretário, já foram realizados estudos para estimar a potencial economia nas contas telefônicas. “Devemos ter redução de 30% a 40% na parte de comunicação interna do governo. Isso significará uma economia de R$ 20 milhões por ano para os cofres do DF”, diz Sakata.
A expectativa é que a primeira fase do projeto de rede sem fio seja concretizada até o final deste ano, e 100% da iniciativa, incluindo cidades-satélite, esteja implementada até 2010.
Telecentros: internet e capacitação já chegam à população
O programa DF Digital vem instalando telecentros nas cidades-satélite de Brasília desde 2007, em três frentes: dentro do DF Digital, com gerência da equipe da Sect; no subprojeto chamado DF Digital – Telecentros, em parceria com a Mitra Diocesana de Brasília; e em uma terceira iniciativa, apoiada pelo governo federal. Ao todo já há mais de 70 telecentros instalados.
No primeiro caso, os centros de acesso público e gratuito à internet são instalados nos prédios do governo. Atualmente, há 25 unidades em cidades-satélite, cada uma com 10 máquinas, dois monitores, duas pessoas de apoio e um coordenador, todos da equipe do próprio projeto.
“A maioria fica em escolas, que são nosso foco atualmente, principalmente depois da adoção do horário integral de ensino, em 2008”, diz Sakata. A lista completa dos postos já instalados está no site do projeto DF Digital.
O DF Digital - Telecentros é executado em parceria com a Igreja Católica (através do Programa Providência) e a Universidade de Brasília (UnB). No âmbito da iniciativa, os telecentros − atualmente, são 46 − são instalados em igrejas e contam com dois monitores selecionados pelo Programa Providência.
A terceira modalidade é apoiada pelo governo federal. A Sect doa a infra-estrutura de informática, mas não gerencia nem cede os monitores responsáveis pelo espaço.
Além de permitir acesso gratuito à internet, os telecentros têm nos cursos de informática e profissionalização o outro carro-chefe. O ensino e a diversidade de cursos variam em cada uma das três modalidades de telecentros. Em todos, porém, há acompanhamento pedagógico dos alunos. |
Data: 06 de junho de 2008
|
|
|