Roteiro de compras » Equipamentos » Recursos tecnológicos apóiam a segurança pública

Recursos tecnológicos apóiam a segurança pública

Quando as administrações municipais implantam tecnologias na segurança pública, aumenta a eficiência nas respostas à população, que passa a confiar mais no que está sendo feito por ela.  Esse discurso é unânime entre os fornecedores de equipamentos e o poder público que aposta na idéia. Os gestores dos municípios aliam as ferramentas tecnológicas a outros recursos para contemplar a segurança local como um todo, e a sociedade recupera um pouco a sensação de tranqüilidade ao transitar nas ruas.

De acordo com Marcos Menezes, gerente de Vendas e Marketing da Área de Sistemas de Segurança da Bosch América Latina, o investimento em tecnologia possibilita uma ação mais efetiva em situações que ameacem a segurança pública. Para atender a esse segmento, a empresa oferece soluções como câmeras móveis e fixas, sistemas de gravação digital e gerenciamento de imagens e de armazenamento em rede.

“Essas ferramentas proporcionam assistência à comunidade sem a presença de uma equipe de vigilância no local e sem que a população se manifeste. A cidade ganha em informação, inteligência e agilidade, permitindo a tomada de decisão em tempo real. Dessa maneira, a percepção de segurança começa a voltar. A população fica segura de que os problemas terão soluções mais imediatas e eficientes”, afirma, lembrando que a tecnologia opera inclusive em condições climáticas desfavoráveis. “Mesmo nesses casos, o equipamento está nas ruas funcionando”, comenta.

A Prefeitura de Santa Rosa (RS), que  tem várias iniciativas de Cidade Digital  (veja aqui), planeja  monitorar suas ruas. De acordo com Giovani Baú, diretor municipal de Tecnologia da Informação (TI), a proposta é instalar câmeras no centro da cidade em 2010.

O projeto inicial prevê a cobertura de três praças e sete ruas de grande atividade comercial através de equipamentos que se comunicam via rádio. “A polícia poderá monitorar e desenvolver ações rápidas para evitar roubos e arrombamentos. Não será preciso esperar que alguém ligue denunciando. A polícia acompanhará tudo pelo sistema. Esperamos assim garantir maior segurança para os lojistas e cidadãos em geral”, afirma Baú.

O gerente da Bosch América Latina defende que as tecnologias voltadas para a segurança pública devem ser reconhecidas como ferramentas para as administrações gerirem as cidades. Esses recursos, segundo ele, podem conter não apenas o crime, como também impedir ações de vandalismo contra o patrimônio público, bem como evitar a imprudência no trânsito. “A tecnologia privilegia a segurança no aspecto mais abrangente, figurando como os olhos da administração pública na rua”, comenta Menezes.

Segundo José Guilherme Machado, gerente comercial da  LG Security System (LGSS), o poder público começa a perceber as vantagens de investir em tecnologias nessa área. “O mercado de segurança em geral expande cerca de 20% ao ano, crescendo nessa mesma proporção no setor público. Os governos passam a ter consciência de que esses sistemas podem reduzir gastos desnecessários”, analisa Machado.

O exemplo de Cahoeirinha

O capitão Eduardo Luís Ramos, do 26º Batalhão da Brigada Militar (BPM) de Cachoeirinha (RS), defende que não dá para conceber ações na área de segurança sem investimento em recursos tecnológicos. “Há uma gama imensa de equipamentos que podem propiciar mais eficiência. Atualmente, não é possível garantir a segurança pública utilizando apenas um efetivo armado e motorizado. Hoje há a necessidade de usar ferramentas que possibilitem um trabalho mais eficiente e eficaz contrabalanceando com um contingente cada vez menor”, pondera.

Desde março de 2008, o 26º BPM de Cachoeirinha utiliza o MSN Messenger para acompanhar as ruas da cidade. Através do programa de mensagens instantâneas da Microsoft, os lojistas cadastrados notificam a Polícia Militar sobre tentativas de roubos. “O projeto Polícia Instantânea é uma alternativa que encontramos para fazer uso de uma tecnologia disponibilizada gratuitamente pela Internet. Tivemos uma queda de 51% no índice de roubo a comércio em Cachoeirinha entre março e outubro, quando comparado ao mesmo período em 2007”, afirma.

Com base nessa experiência e pelo reconhecimento das inúmeras possibilidades garantidas pela tecnologia, Ramos afirma que outros projetos estão previstos para 2009. De acordo com ele, a polícia local pretende instalar circuitos para monitorar o quartel do 26º BPM, as fronteiras de Cachoeirinha com as cidades de Porto Alegre, Canoas e Sapucaia do Sul e outras ações. “Ao usar tecnologia na área de segurança, o trabalho passa a ser mais qualificado e eficiente. Os resultados são extremamente positivos e garantem uma imagem de modernidade ao serviço prestado pela corporação, fazendo com que as pessoas confiem mais na polícia”, conclui.

Data: 12 de dezembro de 2008
Autor: Gabriela Bittencourt

«Voltar



Apoio: