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Projeto aumenta eficiência na gestão da Saúde soteropolitana

Na capital baiana, o Projeto VIDA surgiu como uma solução para integrar as ações na área da Saúde, desde o cadastramento do cidadão até o controle de medicamentos e atendimento. Em implantação pela Secretaria Municipal da Saúde (SMS), por meio do seu Núcleo de Gestão da Informação (NIG), o Sistema Integrado de Gestão de Saúde Pública, o VIDA+, permitirá planejar melhor a aplicação dos recursos e o monitoramento e avaliação dos indicadores de saúde do município.

Salvador é a terceira cidade mais populosa do País. São 3 milhões de habitantes, aproximadamente. E, segundo Ariovaldo Borges Júnior, coordenador do NGI, a melhoria do serviço prestado a esses cidadãos é o principal objetivo do projeto. “Toda nossa ação é voltada para o nosso cliente”, emenda.

O primeiro módulo do VIDA+, implantado na primeira metade de 2010, envolveu o cadastro dos munícipes, com base no registro do Sistema Único de Saúde. Outras funcionalidades do VIDA+, como controle de vacina, emergência, laboratório, marcação de consultas e exames, farmácia e atendimento, estão em processo de implantação e consolidação. Quando essas etapas forem concluídas, todas as informações sobre os pacientes serão armazenadas no banco de dados online do sistema, cuja chave de acesso são o número do Cartão VIDA e a identificação biométrica do usuário.

“Uma vez que o cidadão é atendido em um de nossos estabelecimentos assistenciais de saúde, todos os procedimentos executados estarão disponíveis na rede SUS: medicamentos adquiridos, vacinas, resultados de exames laboratoriais, registro e curvas de evolução, por exemplo”, explica Borges Júnior.

Para ele, o projeto garantirá mais transparência e agilidade no atendimento às necessidades do usuário. “Ele poderá marcar consultas e exames em qualquer uma das unidades, pelo site do Projeto VIDA ou pelo Disque Saúde 160. Esse call center gratuito, parte do projeto VIDA, fornece informações de saúde e serviços ao cidadão, marcação de consulta e exames, ouvidoria e notificações de agravos”, comenta, acrescentando que, por meio desses canais, os pacientes também podem acompanhar a tramitação de solicitações de procedimentos de média e alta complexidade.

Investimentos e resultados

A Prefeitura de Salvador destinou cerca de R$ 5 milhões ao projeto. Esses recursos foram empregados na informatização das unidades de saúde, que passaram a contar com acesso à internet (via link ou 3G), rede lógica e elétrica, computadores, impressoras e leitor biométrico. Além disso, a SMS adquiriu servidores de banco de dados e aplicação robustos e ofereceu formação para desenvolvedores, analistas de processos e operadores do sistema.

Esse investimento, segundo Borges Júnior, proporciona grandes mudanças para a Saúde. “Passamos de um modelo de atendimento baseado na ineficiência, no que tange à consolidação de informações do tratamento do paciente (se ele fosse a 10 unidades de saúde teria 10 prontuários), para um modelo de atendimento mais rápido, humano, eficaz e eficiente. Com a informatização e a centralização das informações em um único banco de dados, todo o tratamento dos pacientes estará acessível a qualquer unidade de saúde da rede municipal que tenha o Sistema VIDA+”, comemora.

De acordo com o coordenador do NGI, a informatização proporcionada pelo projeto aumentou a segurança e a confiabilidade nos processos para atendimento à população. “Não é necessário contar o estoque de medicamentos, por exemplo, pois o sistema já disponibiliza uma posição de estoque atual, com uma eficiência de 90%. A solicitação de medicamento é feitas diretamente no sistema. Após a sua conclusão, estará na tela do farmacêutico distrital. Além de ser bem prático, reduz custos com o tempo e gastos com transporte”, exemplifica.

Borges Júnior acrescenta que esse fluxo informatizado começa a fazer parte das rotinas nos laboratórios das unidades de pronto-atendimento e de coleta de material para exame, nas salas de vacina da rede e nos consultórios médicos, inclusive da rede de urgência e emergência.

“Em 2011, queremos triplicar a oferta de procedimentos regulados pelo VIDA+. Nossos planos são fortalecer a infraestrutura de comunicação das unidades de saúde; adquirir equipamentos, consolidar os módulos do VIDA+ e expandir o número de serviços disponibilizados pela Secretaria no site do VIDA, como a emissão de resultados de exames disponibilizados pelos laboratórios da rede”, afirma.

Primeiro passo para integrar a gestão da Saúde
O Sistema de Gestão de Farmácias (Sisfarma), que começou a ser elaborado em abril de 2008, foi o ponto de partida para o projeto VIDA, segundo Ariovaldo Borges Júnior, coordenador do Núcleo de Gestão da Informação (NGI) . Nesse período, a Secretaria Municipal de Saúde  buscava uma solução para garantir a eficiência no controle de medicamentos de suas unidades.  Ao interligar, de forma online, almoxarifado e unidades de saúde, o Sisfarma passou a garantir  melhor controle do fluxo dos medicamentos, desde a entrada da nota fiscal até a disponibilização aos pacientes.

“Com o sistema implantado, uma vez que o paciente recebesse o remédio em uma farmácia, automaticamente, essa informação estava disponível em toda rede. A assistência farmacêutica passou a ter total gestão sobre estoques das unidades, prazos de vencimento dos medicamentos, consumo médio da cada unidade, programação eficiente de compras, etc”, enumera o coordenador do NGI.

De acordo com ele, no decorrer de oito meses, o Sisfarma proporcionou uma economia de cerca de 40% nos gastos com medicamentos e um retorno de milhões para aSecretaria Municipal de Saúde. Diante desse resultado, ainda em 2008, a Secretaria passou a investir em tecnologias que pudessem solucionar problemas pontuais e emergenciais de sua rede.

“Implantamos o agendamento de consultas online, sistema de notificação de agravos – com o foco inicial na dengue, totalmente integrado, em tempo real, com o Centro de Controle de Zoonoses e a central de monitoramento da vigilância epidemiológica –, ferramenta para controlar e acompanhar evolução dos pacientes portadores de alergias ao leite e sistema de urgência e emergência, dentre outros”, lista Borges Júnior.

Em 2009, o Projeto VIDA surgiu com a proposta de unificar todos essas soluções em um banco de dados único. “A expectativa é que, até 2012, Salvador tenha um Sistema Integrado de Gestão em Saúde Pública que propicie um atendimento mais humanizado para a população soteropolitana e que atenda plenamente aos princípios da equidade, universalidade e integralidade no atendimento ao paciente do SUS”, conclui o coordenador do NGI.

Data: 19 de janeiro de 2011
Autor: Gabriela Bittencourt

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