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Primeira “Praça Digital” será inaugurada em maio

A prefeitura do Rio de Janeiro está desenvolvendo um projeto que pretende dar acesso à internet em banda larga a diversas áreas pobres da cidade por meio de módulos que serão instalados em praças de comunidades. Além de computadores com conexão rápida, a iniciativa prevê cursos à distância e a possibilidade de abertura do sinal para pequenos comerciantes locais.

“Em dois meses devemos inaugurar o primeiro módulo”, afirmou o secretário municipal especial de Ciência e Tecnologia, Rubens Andrade, em entrevista exclusiva ao Guia das Cidades Digitais. “Queremos trazer gente para as praças da cidade e melhorar a qualidade de vida das comunidades por meio da internet.”

O projeto prevê a instalação de módulos nas praças, feitos com material especial. A PUC-Rio e os governos federal e estadual apoiam a iniciativa, mas a participação de cada um ainda está sendo definida. A ideia é oferecer máquinas com acesso gratuito à internet e uso limitado apenas por tempo. Moradores de áreas de baixa renda serão estimulados a se inscreverem em cursos à distância para que se qualifiquem e tenham mais facilidade de encontrar emprego. Há também a possibilidade de oferecer acesso gratuito via rádio para pequenos comerciantes e assim estimular a economia local. A Secretaria Especial de Ciência e Tecnologia diz ainda não poder informar o custo exato de cada módulo.

De acordo com o secretário, a primeira localidade a receber a novidade não foi definida, mas será escolhida entre as áreas de menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da cidade. “Ainda estamos estudando o melhor local para abrigar o projeto piloto, onde todas as ideias serão testadas para depois serem replicadas”, diz Andrade.

O projeto Praça Digital da prefeitura carioca é semelhante ao do governo fluminense, que, recentemente, iluminou a favela Santa Marta, a primeira do país a ter conexão sem fio em toda sua extensão. Na praça que fica em frente à comunidade da zona sul, a Secretaria Estadual de Ciência e Tecnologia instalou um quiosque com computadores conectados à rede. Um centro de educação tecnológica inaugurado pouco antes já oferece cursos profissionalizantes com auxílio da internet. A iniciativa municipal, porém, terá pontos fixos, ao contrário da estadual, que é volante. No Santa Marta, o quiosque deve permanecer por três meses.

Data: 25 de março de 2009
Autor: Marcelo Medeiros

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