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Prefeitura investe para ter cobertura total de rede em seu território

Na mineira Belo Horizonte, sexta cidade mais populosa do Brasil, uma das estratégias para o desenvolvimento do município é acompanhar os avanços tecnológicos, modernizando a máquina pública e criando mecanismos para inclusão digital dos cidadãos. Uma das iniciativas da prefeitura é o investimento na ampliação da rede de fibra óptica e na cobertura via sinal de rádio, principalmente em áreas remotas da cidade.

O principal foco da prefeitura é a expansão da rede de fibra óptica, que, atualmente, conta com 116 quilômetros de extensão. A proposta é levar esse recurso a todos os órgãos municipais (cerca de 700). Com isso, a rede passará a ter, aproximadamente, 600 quilômetros.

“Essa é a melhor opção para atender a crescente demanda das diversas secretarias e órgãos da prefeitura por banda. Existem vários projetos em andamento, principalmente nas áreas de segurança, saúde e trânsito, que requerem a transmissão de imagens, o que só se consegue de forma eficiente com redes ópticas”, afirma George Wilson Machado, diretor de Rede da Empresa de Informática e Informação do Município de Belo Horizonte (Prodabel).

Segundo ele, a rede existente já beneficia, direta ou indiretamente, todos os órgãos da prefeitura, seja por contarem com link de fibra óptica, seja por acessarem os serviços disponíveis online. A estrutura favorece também os munícipes. “A rede possibilitou o oferecimento de serviços de acesso à internet aos cidadãos, que os acessam pelos hotspots e links de rádio em zonas com sinal Wi-Fi aberto”, comenta.

Cobertura sem fio


A prefeitura também pretende aumentar a cobertura do sinal wireless. O sistema de rádio básico, denominado BH Digital, está em operação desde o final de 2009. “São 12 estações radiobase interligadas por rádios ponto a ponto em 5,4 GHz, rádios ponto-multiponto e os equipamentos dos usuários (CPE) em 5,8 GHz. Este sistema atende, hoje, 320 locais, entre escolas municipais, unidades de saúde, órgãos municipais e centros de inclusão digital”, conta.

Com a expansão da estrutura de fibra óptica, a tendência, segundo o diretor da Prodabel, é que esse sistema sem fio seja dedicado à inclusão digital da população, por meio de telecentros, atendimento direto pelos hotspots e acesso à web em zonas abertas, principalmente em vilas e favelas. “Essa é uma solução para o problema da ‘última milha’ [trecho até o domicílio do usuário] e dá uma boa sustentação para os pontos de inclusão digital, como os telecentros, que, em sua maioria, se encontram em locais remotos e de acesso mais difícil”, explana o diretor da Prodabel.

Ao todo, são 41 pontos de hotspot na cidade, localizados em praças, parques e outros locais públicos, e aproximadamente 20 mil usuários cadastrados. Mas a proposta é que o projeto da prefeitura também amplie esse tipo de atendimento ao cidadão. “Serão implantados novos hotspots, com a meta de, até o final de 2012, atender, com sinal de internet sem fio, 42% da população que vive em vilas e favelas”, diz.

Investimentos e expectativas

Entre recursos municipais e do governo federal, foram investidos, até o momento, cerca de R$ 6 milhões no sistema de rádio e aproximadamente R$ 20 milhões na rede de fibra óptica. “A expansão da rede para atendimento aos projetos de videomonitoramento da Guarda Municipal e da BHTrans para  implantação do modelo de transporte Bus Rapid Transit (BRT) em 16 corredores de tráfego e aos sistemas de prontuário eletrônico na área da Saúde, por exemplo, irá representar um investimento superior a R$ 30 milhões”, acrescenta.

O diretor da Prodabel frisa que a implantação dessas tecnologias oferece grandes benefícios para a gestão municipal. “O rádio nos permite chegar rapidamente a qualquer ponto da cidade, sendo uma boa alternativa para eventos e atendimentos emergenciais. A rede óptica própria, por sua vez, facilita também a governabilidade da prefeitura sobre os recursos de telecomunicações necessários à execução dos serviços sob sua responsabilidade, não dependendo de links contratados às operadoras de telecomunicações”, observa.

Diante dos resultados proporcionados por essas soluções, a expectativa é continuar a investir em tecnologias que favoreçam a administração municipal. “Os próximos projetos preveem a substituição dos ativos de redes por ativos tecnologicamente atualizados e gerenciáveis, bem como a implantação do Centro de Gerenciamento de Redes, que irá permitir uma gestão mais eficiente e eficaz do sistema, com benefícios para a administração municipal e para todos os cidadãos”, planeja.

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Data: 14 de março de 2011
Autor: Gabriela Bittencourt

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