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PNBL traz oportunidades imediatas para fornecedores

Fabricante de tecnologias de conexão sem fio, Radwin prevê oportunidades com expansão da banda larga no país

A Radwin, multinacional israelense fabricante de soluções de rádio para conexões em banda larga, está de olho nas oportunidades de negócios geradas pela expansão da internet de alta velocidade no Brasil. Segundo o diretor da empresa para o Mercosul, Wilson Conti, o Programa Nacional de Banda Larga (PNBL) traz oportunidades imediatas para esse segmento de negócios.

“Há oportunidades desde o primeiro momento em que se falou de PNBL. Muitos provedores de internet já começaram a se mobilizar e preparar suas redes”, avalia Conti, nesta entrevista.

Segundo o site da empresa, a Radwin produz equipamentos de rádio para backhaul e acesso em banda larga nas frequências abaixo de 6 GHz. A empresa foi fundada em 1997 e, há quatro anos, têm seus produtos distribuídos pela WDC Networks.

Guia das Cidades Digitais – Que oportunidades o Programa Nacional de Banda Larga (PNBL) traz para a Radwin?

Wilson Conti – Estamos acompanhando todas as apresentações e evoluções do PNBL desde o início porque ele representa uma grande oportunidade de vendas para a Radwin. O PNBL passa por várias fases, desde a criação primária da rede, quando são definidos os equipamentos de fibra óptica, passando pela rede secundária, que seria o acesso dos POPs [pontos de presença] à rede primária, muitas vezes feito com equipamentos de rádio licenciado, e finalmente a chegada nas cidades e posterior distribuição, quando entram os equipamentos de banda aberta. Nesse ponto final, a Radwin participa diretamente e indiretamente, com os provedores de internet, que vão poder distribuir esse sinal de PNBL.

GCD – Não será então preciso esperar os primeiros resultados do PNBL?

Wilson Conti – Há oportunidades desde o primeiro momento em que se falou de PNBL. Muitos provedores de internet já começaram a se mobilizar e preparar suas redes para essa chegada de sinal de banda larga que a Telebrás vai entregar e já começaram a melhorar ou aumentar as suas redes de cobertura e, muitas vezes, isso é feito via rádio.

GCD – O foco da Radwin é o fornecimento aos provedores?

Wilson Conti – Na verdade, há dois focos: o fornecimento direto à Telebrás dos equipamentos para a criação da infraestrutura básica; e essa rede secundária, que seriam os equipamentos de rádio de banda licenciada, que posteriormente vão ligar as cidades na fibra, os POPs.

GCD – Então vocês vão focar nas duas oportunidades, para a Telebrás e para os provedores?

Wilson Conti – Exatamente. Os provedores, por meio da WDC [WDC Networks, distribuidora da Radwin no Brasil], são um mercado nosso já há vários anos. Então, a gente já tem um sucesso de vendas nesse segmento. Os equipamentos da Radwin vieram entregar para esses provedores, lá atrás, qualidade, banda larga, habilidade para trabalhar em lugares de interferência, que é tudo o que o provedor precisa.

GCD – As tecnologias de banda larga móvel estão contempladas corretamente no PNBL?

Wilson Conti – Minha visão é bem particular. Se as operadoras [de telefonia móvel] estivessem entregando tudo o que a população precisa, não existiria o PNBL. A Telebrás não teria que ter criado esse movimento todo de entregar banda larga. Quer dizer, a Telebrás conseguiu criar esse movimento e um plano desses pela deficiência de banda larga nas cidades e locais mais distantes. 

Saindo dos grandes centros, a sensação é de que, até pelas oportunidades que tem no Brasil, pouca coisa está em banda larga. Como exemplo, pensemos no segmento de segurança, que é crescente. As câmeras estão ficando cada vez mais eficazes e demandando streamings de vídeo cada vez mais pesados, o que acaba forçando a infraestrutura. Essa infraestrutura pode ser de rádio, mais robusta, gerando muitas oportunidades.

GCD – E as oportunidades nos projetos de cidades digitais?

Wilson Conti – Esse é outro segmento crescente para a Radwin, agora com a solução ponto-a-multiponto, que foi lançada recentemente [o Radwin 5000 HPMP]. Essa solução nos coloca mais forte nesse segmento. É um segmento que a Radwin já atendia, que vejo cada vez crescendo mais, até pela necessidade que as cidades têm de banda larga, de conectar seus prédios públicos, além da parte de inclusão social, de levar internet às escolas, e do aumento de segurança pública, com mais monitoramento e câmeras pela cidade. 

GCD – Os projetos de cidades digitais estão corretamente contemplados no PNBL?

Wilson Conti – Minha visão é que os dois projetos caminham paralelamente e, em algum momento, se juntam e seguem juntos. Hoje, ainda vejo como coisas separadas. 

GCD – Mas se o PNBL entregar a meta proposta, criará oportunidades para mais projetos de cidades digitais.

Wilson Conti – São dois segmentos para a gente de muito foco. Hoje, a Radwin foca quatro segmentos: provedores de internet, diretamente, nessa parceria muito bem estruturada com a WDC; a parte de videomonitoramento, para segurança pública ou corporativa; os projetos de cidades digitais; e o que a gente chama de “acesso”, que seriam as operadoras fixas levando banda larga para clientes corporativos.

 

Data: 19 de maio de 2011
Autor: Vinicius Neder

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