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PNBL: Telebrás descarta redução no preço do link aos provedores de Internet
O presidente da Telebrás, Rogério Santanna, considera que é muito cedo para discutir a possibilidade de redução no preço do link a ser cobrado pela Telebrás no atacado. Apesar de associações de provedores de acesso alegarem que alguns contratos já são firmados em valores inferiores aos R$ 230 por Megabyte estimados pela estatal, Santanna sustenta que essa não é a realidade para a maioria das pequenas empresas. “Dos 272 provedores que já confirmaram interesse em obter links da Telebrás, apenas os grandes conseguem os preços mencionados de R$ 180 [por MB]. A realidade dos pequenos provedores é muito diferente disso, há casos de até R$ 9,5 mil. Portanto, ainda é muito cedo para se falar em redução desses custos”, disse Santanna. Uma eventual redução no valor previsto pela Telebrás foi uma das medidas sugeridas por associações de provedores de acesso que estiveram na véspera com o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo. Além de defender o valor, Santanna, que esteve com o ministro na quarta-feira, 12/1, lembrou que uma alteração também tem implicações nos estudos de viabilidade de reestruturação da estatal. “Naturalmente que teria efeitos uma vez que o ponto de retorno da empresa, se o preço baixar, ficaria mais distante”, disse Rogério Santanna. Durante a elaboração do Plano Nacional de Banda Larga calculou-se que a empresa, que atualmente ainda é deficitária, passaria a operar sem prejuízos a partir do segundo ano de implantação do PNBL. Santanna também descarta a possibilidade de ampliar a taxa de compartilhamento do link aos usuários finais. A Telebrás defende que o compartilhamento máximo seja de 1 para 10, para garantir a qualidade das conexões aos usuários. “Não quero fornecer banda de qualidade e preço baixo para que depois o provedor repasse sem qualidade”, explicou. Até o fim deste mês, o presidente da estatal espera concluir os termos dos convênios que serão assinados com as empresas do sistema Eletrobrás e a Petrobrás relativos à remuneração pelo uso das fibras óticas a serem usadas no PNBL. A partir daí, a Telebrás poderá assinar as ordens de serviço para a instalação dos equipamentos para “iluminar” as fibras.
Fonte:
Convergência Digital
Data: 13 de janeiro de 2011
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