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Plataforma Brasil utilizará redes sociais para propor leis

Um novo site pretende ajudar a aprimorar o nível do debate em torno da política nacional e fazer propostas concretas para sua melhoria. Inspirado nas discussões acerca do Marco Civil da Internet, que contaram com ampla participação popular por meio da internet e geraram uma lei considerada como uma das mais avançadas do mundo, a Plataforma Brasil quer trazer pessoas comuns para dentro da troca de ideias que origina políticas públicas. Iniciativa do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro (ITS Rio), o site www.plataformabrasil.org.br foi ao ar no início de maio já com um chamado para a discussão sobre a reforma política, que inclui temas como financiamento partidário e forma de eleição de deputados.

“Nosso objetivo é criar uma infraestrutura aberta na internet para promover a formulação de políticas públicas no país”, resumem os fundadores, que garantem não ter vínculos partidários. “Todas as contribuições são bem-vindas, de quaisquer setores da sociedade. Dessa forma, mesmo partidos políticos ou atores governamentais podem participar, desde que haja transparência sobre suas afiliações”.

A ação será feita em três etapas: a primeira, que acontece até junho, sugerirá os tópicos mais importantes dentro do guarda-chuva “reforma política” do século XXI. É o momento de priorizar as atividades. Duas propostas estão no site, mas outras podem ser incluídas. As atuais perguntam se o partido político precisa escolher se quer ser financiado por recursos públicos ou privados e se se deseja acabar com a possibilidade de retirar ofensas e ataques de sites (caso não sejam mentiras, por exemplo).

Escolhido o foco, os participantes debaterão soluções, de junho a agosto. Nos dois meses seguintes, as propostas recebidas serão compiladas e endereçadas a personagens relevantes do debate, como deputados e ministros. Tudo feito no site e integrado às redes sociais, mediante um cadastro.

Para garantir a qualidade do debate e a capacidade de execução das propostas, a Plataforma Brasil firmou parcerias com o Instituto de Estudos Sociais e Políticos (IESP) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), um dos principais centros de ciência política e sociologia do país. A plataforma também terá um “ouvidor”, pessoa responsável por mediar as conversas e garantir o bom funcionamento do espaço. Para este tópico, foi chamado o economista Manuel Thedim, diretor-executivo do Instituto do Trabalho e Sociedade (IETS).

De acordo com Ronaldo Lemos, um dos fundadores do site e sócio-fundador do ITS-Rio, o modelo é inédito no mundo e visa utilizar a força das redes sociais, hoje bastante radicalizadas, para gerar boas leis para país.

Data: 08 de junho de 2015
Autor: Marcelo Medeiros

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