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Passo a passo rumo à cidade do futuro

Rolândia é uma pequena cidade localizada na região metropolitana de Londrina, no Paraná. Os 55 mil habitantes do pacato município aos poucos vão se familiarizando com as novidades que a tecnologia traz ao cotidiano. Uma delas são as facilidades oferecidas pela prefeitura na prestação de serviços. Desde 2002, a cidade investe na digitalização da área de saúde, considerada prioritária, e na integração das unidades municipais administrativas para agilizar a obtenção de informações.

Há seis anos foi inaugurada a primeira iniciativa rumo à transformação de Rolândia em uma cidade digital. “Visando a economia de recursos na Secretaria de Saúde, conseguimos verba suficiente para iniciar a implantação do sistema municipal de gestão de saúde pública”, recorda Hemerson Ravaneda, consultor de Gestão de Informática da prefeitura, sem revelar os custos do processo.

O poder municipal escolheu o Instituto de Desenvolvimento da Administração Pública (Idap - http://institutoidap.org.br/) para instalar o sistema “Soluções de Gestão da Saúde Pública”, desenvolvido pela Wponto. O Idap também foi encarregado de treinar os funcionários municipais.

A novidade foi bem recebida e passou a dar resultados. No entanto, nem todos os desejados pela prefeitura. Para isso, era preciso mais investimentos. Como toda cidade pequena, Rolândia tem dificuldades em aumentar sua arrecadação. Se por um lado é possível fazer economia, por outro é necessário aumentar o número de contribuintes.

Pensando nisso, em 2004, ainda em busca de mais recursos, foi implementado um sistema de declaração de Imposto Sobre Serviços (ISS) via internet. Um link de 2 Mbps foi adquirido da Brasil Telecom para oferecer o serviço com qualidade e já está em funcionamento.

Ao mesmo tempo, outras iniciativas foram pensadas. “Para colher todos os resultados necessitávamos da integração lógica das unidades de saúde”, diz Ravaneda. Já com o link instalado e com as empresas pagando seus impostos via internet, a prefeitura decidiu licitar, em 2006, a primeira parte da rede municipal de dados. Os primeiros pontos a serem interligados foram a Secretaria de Saúde, a Prefeitura, o Centro de Especialidades e três unidades básicas de atendimento.

Desde então o sistema se estendeu a outras áreas, criando uma rede interna de dados que atende o Paço Municipal e as unidades ligadas à administração, como o setor tributário, contábil, recursos humanos e de compras.

“Hoje o sistema continua em implantação”, garante o consultor. “Com mudança nos processos da rede municipal de saúde, aumento dos controles e contínuo desenvolvimento da gestão de saúde pública.”

Dificuldades e planos

Ravaneda afirma que novidades como o uso de telefonia via IP (VoIP) só serão adotadas quando toda a rede municipal estiver implementada. Ou seja, quando todas as unidades municipais − secretarias e postos de atendimento − estiverem conectadas. Enquanto isso não acontece, a cidade busca produtos oferecidos pelo mercado convencional.

Recentemente foi firmada uma parceria com a Brasil Telecom para utilizar um PABX Virtual, sistema que elimina o custo de ligações entre as unidades da prefeitura. Só com isso, a conta mensal de telefone caiu de R$ 22 mil para R$ 12 mil, quase 50%. No ano, a prefeitura chega a economizar R$ 120 mil.

“Ante esse aspecto, fica complicado pensar em VoIP no momento”, explica Ravaneda. “Meu maior problema hoje são ligações para celulares e áreas conurbadas”, garante.

Outro ponto que está sendo planejado é a disponibilização de internet para todas as escolas municipais. A conexão, porém, deve demorar a chegar às crianças. A prefeitura ainda está instalando laboratórios de informática nas unidades de ensino e só depois de terminado esse processo dará início à ligação das máquinas à rede mundial de computadores.

Em seguida, haverá a informatização das secretarias de educação e assistência social para que surjam programas de combate à evasão escolar mais eficientes.

No cronograma, além da conexão das escolas, constam a finalização da rede municipal de dados com a demais unidades de saúde e a inauguração de sistemas de atendimento ao cidadão via internet. Este último projeto, quando finalizado, possibilitará emitir certidões negativas e segundas vias de impostos, pagar tributos e acompanhar licitações via computador. A forma de oferta de serviço ainda não foi definida.

Data: 25 de agosto de 2008
Autor: Marcelo Medeiros

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