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Obama promete US$ 7,2 bilhões para banda larga
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, investirá US$ 7,2 bilhões para disseminar o acesso à banda larga naquele país. O anúncio foi feito no dia 13 de fevereiro, quando o chefe de Estado assinou a lei de Recuperação e Reinvestimento.A equipe de Obama considera como banda larga conexões fixas de ao menos 5 Mbps de download e sem fio de, no mínimo, 3 Mbps.
Os recursos serão investidos em áreas onde há poucos domicílios com acesso a internet rápida e em locais onde não existe infraestrutura para que a conexão em alta velocidade seja aproveitada. Parte do dinheiro também será utilizada no mapeamento do acesso à banda larga no país. Os bilhões poderão ser transferidos a entidades privadas ou públicas, desde que elas se comprometam a permitir livre acesso à rede.
A lei ainda obriga o Comitê Federal de Comunicações (FCC, na sigla em inglês) a desenvolver um plano para que todos os norte-americanos possam navegar em alta velocidade até o fim do mandato de Obama.
Divisões
Dois programas farão os investimentos. O “Oportunidades Tecnológicas”, gerido pela Administração Nacional de Telecomunicações e Informação, ficou com a maior parte do montante — US$ 4,7 bilhões. Os US$ 2,5 bilhões restantes ficaram sob responsabilidade do Serviço de Utilidades Rurais, do Departamento de Agricultura dos EUA.
O “Oportunidades Tecnológicas” terá US$ 3,99 bilhões para investimentos diretos em programas de disseminação de tecnologias de acesso à banda larga. Dos US$ 700 milhões que sobram, metade irá para o mapeamento da internet rápida no país, US$ 200 milhões para centros de acesso público, US$ 250 milhões para iniciativas de geração de demanda por serviços e outros US$ 10 milhões para custos.
Segundo a lei, os US$ 3,99 bilhões podem, na prática, ser ainda mais, pois o investimento do governo federal em cada projeto não pode ultrapassar 80% do total. Logo, se as regras forem cumpridas, os gastos devem chegar a US$ 5 bilhões.
Já o programa de incentivo à banda larga rural deve investir no estímulo à concorrência entre provedores para que o custo para o consumidor final caia e em negócios que podem crescer com o acesso à internet rápida.
Acessos
Barack Obama demonstra preocupação com o acesso à internet nos EUA desde que assumiu o posto de presidente da nação mais rica do mundo. Para ele, a banda larga pode contribuir bastante para que o país supere a crise econômica. Estudo feito em 2007 pelo MIT e a Brookings Instution, duas grandes instituições de pesquisa, mostra que um aumento de um ponto percentual na taxa de disseminação per capita de internet em alta velocidade nos EUA resulta na criação de 300 mil postos de trabalho. Segundo o trabalho, se o país de Obama tivesse taxa de acesso à internet similar à da Dinamarca, haveria três milhões de postos de trabalho a mais. Os EUA atualmente ocupam a 15a posição no ranking de acesso à internet da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
Os efeitos da banda larga podem ser vistos em vários setores da economia. De acordo com relatório do Departamento de Comércio divulgado em 2006, imóveis com internet rápida são 6% mais valorizados no mercado imobiliário. Segundo a porta-voz do governo norte-americano, Nancy Pelosi, cada dólar investido em banda larga tem um retorno dez vezes maior.
Pesquisa feito pela Pew Internet Research, empresa especializa em pesquisas sobre internet, preço e presença do serviço são os dois maiores obstáculos para a expansão da internet rápida naquele país, onde 9% das casas ligadas à rede ainda utilizam conexão discada.
Data: 04 de março de 2009
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