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O uso em Cidades Digitais

Huber Bernal Filho e Eduardo Tude*

As Cidades Digitais são iniciativas das municipalidades para prover infra-estrutura de comunicação tanto para os governos locais como para os cidadãos.

Os governos locais usam essa infra-estrutura para conectar as diversas instalações das suas secretarias, dos serviços públicos oferecidos aos cidadãos, e até mesmo da infra-estrutura de utilidades (energia, água e esgotos, etc.), que algumas vezes está também sob sua responsabilidade.

Essa infra-estrutura de comunicação provê meios para que uma diversidade de aplicações possa ser compartilhada pelo governo e pelos cidadãos. Dentre essas aplicações, podem ser citadas aquelas que fornecem serviços via internet (pagamentos diversos, transparência da administração, sistemas voltados para a saúde e educação), acesso de Internet banda larga e telefonia.

Os serviços de telefonia normalmente são usados pelas municipalidades para suas atividades internas, ou seja, como parte da infra-estrutura interna de telecomunicações.

Esses serviços são implementados através da rede corporativa da municipalidade, que integra todas as instalações da administração pública da cidade. Com isso, pode-se definir um único ponto de conexão com a rede pública de telefonia, fornecida por uma operadora de telefonia fixa local, e toda comunicação interna é feita através da Rede Corporativa Municipal.

O uso da tecnologia VoIP

O uso de tecnologia VoIP para essa finalidade torna-se bastante interessante, uma vez que as redes corporativas são normalmente redes de dados baseadas no protocolo IP. Essas redes podem compartilhar com certa facilidade a infra-estrutura existente tanto para as aplicações de dados existentes como para a aplicação de voz baseada em VoIP.

O mercado fornecedor dispõe atualmente de um conjunto bastante variado de soluções, que podem ser baseadas tanto em sistemas Asterix – Linux, com o uso de software livre, como em soluções proprietárias dos fornecedores tradicionais de sistemas de telefonia para o mercado corporativo.

A rede deverá ser composta por gateway VoIP, que fará a conexão com a rede pública para o direcionamento de chamadas externas. Para o uso interno, serão utilizados os servidores de controle e sinalização de chamadas, que farão o estabelecimento e controle das chamadas. Além disso, poderão ser instalados os servidores de aplicação que permitirão implementar serviços tais como correio de voz (caixa postal), agenda, integração de e-mail, correio de voz e serviço de fax, entre outros.

A tecnologia permitirá ainda fornecer serviços para os cidadão com o uso de call centers VoIP ou mesmo atendimento online via Internet, serviços esses que poderão ser integrados com os sistemas financeiros, de saúde, de educação e até mesmo de transporte da municipalidade.

Quando se considera a infra-estrutura de cabos necessária para as soluções VoIP, verifica-se que a mesma rede de cabeamento estruturado das aplicações de dados e redes locais pode ser usada para os terminais VoIP, otimizando o investimento a ser efetuado. Além disso, os próprios computadores existentes podem ser transformados em terminais VoIP com o uso de programas do tipo softfone.

Para que o investimento possa ser bem feito, é importante que a municipalidade entenda a sua necessidade de comunicações e implemente um projeto que considere tanto as principais rotas de interesse e uso de tráfego, como a banda necessária na rede corporativa municipal, para garantir um serviço de boa qualidade a custo competitivo. Um projeto bem estruturado permitirá futuras expansões com pouca complexidade e custos compatíveis.


* Huber Bernal Filho e Eduardo Tude são diretores da consultoria Teleco (www.teleco.com.br).


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Data: 12 de junho de 2008
Autor: Huber Bernal Filho e Eduardo Tude

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