Na periferia, mas digital
Em 2008, Alto Alegre dos Parecis, em Rondônia, deu início ao projeto que pretende fazer do município uma Cidade Digital. Naquele ano, o Alto Alegre Digital foi elaborado. Desde então, as etapas dessa iniciativa vêm sendo implantadas para levar tecnologia ao poder público e aos cerca de 11,9 mil habitantes do município, localizado a 520 quilômetros da capital.
A primeira proposta do Alto Alegre Digital era priorizar o acesso gratuito da população à internet. De acordo com Paulo Negreiros, diretor de Tecnologia da Converg, empresa responsável pela implantação do projeto, o município está localizado em uma região periférica do Brasil, que não recebe todos os serviços de telecomunicações. Por isso, a prefeitura decidiu iniciar as ações a partir do atendimento a essa parcela da sociedade.
Há pouco mais de um ano, os cidadãos de toda a área urbana de Alto Alegre dos Parecis contam com cobertura de internet, cujo sinal é distribuído via Wi-Fi, utilizando a frequência de 2,4Ghz. “A administração pretende fazer do acesso digital uma ferramenta de cidadania. E, com essa consciência, melhorá-la cada vez mais por meio da interação com a comunidade, contribuindo assim para um melhor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) no município”, explica Negreiros.
Concluída a etapa de liberar o acesso à internet na área urbana, o objetivo agora é que o Alto Alegre Digital beneficie os setores municipais. A expectativa é interligar todos os órgãos da prefeitura por meio de uma rede municipal e implantar um sistema de VoIP para reduzir os custos com comunicação.
“Serão contempladas todas as secretarias, instituições de ensino, postos de saúde, hospitais e demais departamentos do município. Temos também dois distritos, localizados a cerca de 80 quilômetros da cidade, que serão contemplados na totalidade do projeto”, afirma Negreiros, acrescentando que as escolas na área rural também farão parte da rede.
Ele conta ainda que está prevista a instalação de sistema de circuito fechado de TV na cidade. “Com monitoramento da Polícia Militar, as câmeras darão suporte à segurança na comunidade”, enfatiza.
De acordo com Negreiros, para concluir as etapas do projeto, a prefeitura precisará solucionar problemas de infraestrutura – por exemplo: fornecimento de energia - bem como adquirir equipamentos, como torres e tecnologias de telecomunicação, entre outros. “Esperamos proporcionar ao cidadão melhor qualidade de atendimento e otimização dos recursos de internet”, comenta.
“Com o enfoque nos interesses socioculturais, promoveremos efetivamente a inclusão social através do processo digital, que, com os modernos recursos da tecnologia, valoriza a consciência cidadã participativa e diminui as desigualdades”, conclui.
Data: 21 de setembro de 2010
Autor: Gabriela Bittencourt