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Município paranaense investe em governo eletrônico

Desde 2001, a paranaense cidade de Pinhais, na região metropolitana da capital, Curitiba, começou a desenvolver seu projeto de digitalização. Em seus 61 quilômetros quadrados passam anéis de fibra ótica com capacidade de transmissão de até 10 Gbps, conectando 75 órgãos. “Entre os dois prédios da Prefeitura, onde estão a Procuradoria e as secretarias Tributária, de Administração e de Governo, há um link de 10 Gbps. Os demais links têm 1 Gbps, com três anéis de redundância”, explica o secretário de Administração, João Luiz Guimarães.

Segundo ele, que coordena o projeto no município, os ganhos com a iniciativa já podem ser sentidos em diversos aspectos. “Para o município, com melhores sistemas tributários, houve aumento da arrecadação. Para a comunidade, está havendo inclusão digita e social, com acesso à tecnologia da informação desde cedo. Para a comunidade, há a possibilidade de acesso à prefeitura de modo online e digital”, elenca Guimarães.

Entre os órgãos conectados estão 21 escolas, 11 creches, 12 unidades de saúde, as secretarias, o paço municipal, cinco Centros de Reabilitação e Ação Social (Cras) e o telecentro municipal, voltado prioritariamente para as atividades do projeto municipal ProJovem Trabalhador, parceria entre o município o e Governo Federal, para qualificar a juventude para o mercado de trabalho.

Nas escolas públicas do Ensino Fundamental, há 19 laboratórios de informática, cada um com 18 computadores, 22 softwares educativos e acesso à internet. Alguns deles são liberados para uso da comunidade, especialmente associações de bairros que oferecem cursos de informática para grupos da população, que contabiliza mais de 110 mil pessoas.

O governo eletrônico é um dos carros-chefe do projeto pinhaiense, com ferramentas de Business Inteligence (BI) e geoprocessamento. “Há sistemas para controle da área de recursos humanos, protocolo web para processos, controle de frotas, arrecadação, planejamento orçamentário, patrimônio, compras e licitações, pregão eletrônico, contabilidade, ISS digital, fiscalização, alvarás, portal do cidadão, ouvidoria, BI, geoprocessamento, Saúde e Educação”, enumera Guimarães.

Segundo o secretário, as ferramentas de e-gov são usadas para diversos fins, incluindo a elaboração de indicadores de arrecadação (de ISS e IPTU), controle dos repasses feitos pelos governos federal e estadual, estatísticas de gastos das secretarias para fins de orçamento, entre outros. “Já geoprocessamento é usado para visualizar esses dados no mapa do município, além de ser usado para identificar obras que estão sendo executadas, localização de prédios públicos e cadastro imobiliário”, conta Guimarães.

Os serviços online ao cidadão incluem extrato de débito, extrato de pagamento, emissão e consulta de Certidão Negativa de Débito, emissão de guias tributárias e consulta de processos protocolados na prefeitura. Tudo isso fica concentrado no Portal do Cidadão, montado com o sistema Atende.Net, provido pela empresa catarinense Informática Pública para Municípios (IPM) [veja matéria do Guia sobre o software].

O próximo passo será incrementar o sistema de telefonia da cidade. Atualmente é usado um ramal virtual oferecido pela concessionária de telefonia, pelo qual não são cobradas as ligações feitas entre os 75 prédios da administração pública. “Mas temos projetos para colocar Voz sobre IP (VoIP) entre prédios, porque usamos seis pares de fibra no backbone. Pretendemos separar dois pares para cada serviço: voz, dados e imagem”, adianta o secretário de Administração.

Outra aposta é um projeto na área de Segurança Pública, já tramitando no Ministério da Ciência e Tecnologia, para captar recursos para implantar câmeras IP de monitoramentos de vias. Redes livres com sinal sem fio para permitir acesso à internet por parte da população de 12 dos 15 bairros do município completam o leque de planos para o futuro.

Data: 28 de agosto de 2009
Autor: Maria Eduarda Mattar

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