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Ministério das Comunicações vai coordenar ações de inclusão digital
Anúncio foi feito pelo ministro Paulo Bernardo em seminário realizado em Brasília. Ordem é da presidente Dilma Roussef, que quer aumentar o acesso à banda larga no país
As diversas ações de inclusão digital do governo federal serão coordenadas a partir de agora pelo Ministério das Comunicações. O anúncio foi feito pelo titular da pasta, Paulo Bernardo, no 9º Seminário de Políticas de Telecomunicações, realizado no dia 24 de fevereiro em Brasília. Segundo Bernardo, a decisão é da presidente Dilma Roussef, que elegeu o acesso à internet uma das prioridades de seu mandato.
O governo federal possui iniciativas de inclusão digital espalhadas por 13 ministérios, além de ações de empresas públicas como Petrobras e Banco do Brasil. Muitos têm foco restrito, como os do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), que busca levar internet a assentamentos rurais ou os Centros Vocacionais Tecnológicos do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), cujo objetivo é ampliar o uso da rede mundial de computadores em escolas técnicas. Há ainda importantes ações sob a alçada do Ministério da Educação, como o Banda Larga nas Escolas.
Responsável pelo Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), o Ministério das Comunicações vai iniciar de fato a coordenação dos programas após a convocação de um fórum de governo com todos os ministros envolvidos em atividades de inclusão digital, cuja data não foi anunciada.
Segundo Bernardo, o primeiro objetivo do governo será “massificar” o acesso à internet e não universalizá-lo, como pedem militantes da área das comunicações. “Não é esta [a universalização] a discussão do momento”, afirmou o ministro.
Bernardo lembrou que, atualmente, 34% dos municípios têm banda larga. O índice é quase o dobro do verificado em 2003, quando apenas 15% das cidades tinham esse tipo de conexão disponível. O avanço, no entanto, de acordo com o ministro, ainda é insuficiente para as necessidades do país. Para ele, as indústrias deixaram de vender seis milhões de computadores no último ano devido ao preço do acesso à internet, que desestimula aquisições. Nas contas ministeriais, um mês de acesso em banda larga em algumas cidades equivale a uma parcela da compra do computador.
Data: 25 de fevereiro de 2011
Autor: Marcelo Medeiros