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Mapas digitais podem fomentar a transparência

Christopher Tucker (*)

Depois de visitar os sites recorey.gov http://www.recovery.gov/Pages/home.aspx e data.gov http://www.data.gov/, pergunto-me: “haverá também um where.gov?”. A administração do presidente Obama reconheceu o poder da localização, pois já incluiu mapas interativos nas duas primeiras aplicações. Seu compromisso com o tema se refletiu na nova forma de planejar os orçamentos e o mesmo foi delineado no memorandum denominado “Desenvolvendo Políticas Efetivas Baseadas na Localização para o Orçamento 2011” (enviado em agosto de 2009 para toda a administração pública federal norte-americana).

A pergunta é “por que os cidadãos, servidores públicos, tomadores de decisões políticas e até o próprio presidente dos Estados Unidos precisam ir a tantos portais de mapas para ver o que existe, sem o encontrar tudo o que buscam?”.

Nessa aplicação, a qual chamarei de where.gov, poderíamos selecionar uma área de um mapa, escolher um período determinado e imediatamente descobrir tudo o que o governo sabe deste lugar.

Dizem que “as coisas ruins ocorrem em lugares e tempos que não são possíveis antecipar”. A habilidade para conhecer os riscos que se enfrentam e os recursos disponíveis em uma localização particular gera economias, pois se dedica  um menor tempo para responder e se cometem menos erros.

A administração Obama chegou a Washington pregando a transparência, a redução de custos e a transformação de como o governo faz negócios. O where.gov poderia ajudar a atingir esses objetivos.

Essa página demonstraria rapidamente e com clareza onde estão os órgãos do governo, seus funcionários, quais bens possuem, até onde vai seu trabalho e que serviços oferecem. Também saberíamos quem não oferece nada.

Nossos êxitos e fracassos se localizariam em um mapa e estariam sujeitos aos processos de abertura e democracia que inevitavelmente dariam poder para que as pessoas demandassem um governo mais eficiente e que reagisse melhor frente às situações. Além disso, fomentaria as associações público-privadas.

Vivek Kundra e Aneesh Chopra, respectivamente diretores de informática e de tecnologia do governo federal norte-americano, defendem a transformação rápida rumo a um governo que utiliza padrões abertos e computação em nuvem.

O where.gov poderia se aproveitar dessa iniciativa e se converter em um guia concreto para os órgãos, já que lá poderiam publicar toda a sua informação em nuvem, com medidas de segurança apropriadas.

Claro que este enfoque não se limitaria à informação geoespacial tradicional: quem está à frente dos órgãos se daria conta de que um elemento básico para uma administração eficiente é saber onde estão as coisas e até onde devem enfocar sua missão.

(*) Christopher Tucker é consultor privado da CIA e membro da Fundação de Inteligência Geoespacial dos EUA

Publicado originalmente no site www.politicadigital.com.mx

Fonte: Política digital
Data: 19 de janeiro de 2010

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