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Latino-americanos normatizam banda larga e querem integração de redes
Países da região se reúnem para concordar sobre a definição de internet rápida e discutir a interligação de suas infraestruturas. Objetivo é baratear o custo de acesso.
Reunidos no Chile na última semana de outubro, os nove países que fazem parte da Comissão Econômica para América Latina e o Caribe (Cepal) normatizaram as definições de internet em banda larga, importante passo para atingir o objetivo de interligar a infraestrutura de acesso e assim conseguir baratear os custos de programas de inclusão digital. O plano de formar uma rede sul-americana está perto de se tornar realidade.
Representantes de Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, Paraguai, Peru e Uruguai decidiram separar a banda larga em três modalidades: básica, avançada e total. A primeira deverá ter download de 256 kilobytes por segundo (Kbps) e upload de 128 Kbps. A segunda, de 2 megabytes por segundo (Mbps) e 512 kbps, respectivamente, enquanto a total fará downloads de ao menos 10 Mbps e uploads de 768 kbps. As definições seguem os padrões da União Internacional de Telecomunicações (UIT), mas não têm caráter regulatório. A tipologia servirá para facilitar comparações internacionais e também a unificação de projetos regionais de inclusão digital.
Pensando na possibilidade de reunir iniciativas, os representantes de governos afirmaram a necessidade de integrar a infraestrutura de acesso. Entre as alternativas está a utilização e o compartilhamento das redes de eletricidade e gás, além de rodovias e ferrovias que ligam os países. Além disso, foi discutida a importância de se produzir conteúdo local e manter o acesso a sites nacionais e da região, uma vez que o custo de acesso a esse tipo de páginas é mais barato do que o a espaços internacionais. Isso porque, para se ligar a um site de outro país, muitas vezes os países precisam pagar pelo uso de redes estrangeiras, o que aumenta o custo de acesso ao consumidor.
Uma das sugestões feitas para tirar esse plano do papel foi a criação de uma empresa multinacional, conforme noticiou o site Convergência Digital. De acordo com a publicação, que cita o secretário executivo do Ministério das Comunicações, Cezar Alvarez, a companhia latino-americana seria estatal, porém com participação do setor privado. Brasil e Argentina já teriam garantido presença na nova empresa e contariam com 30% de participação, cada, na empreitada. “Nosso objetivo é criar essa empresa até o fim do ano para começarmos os investimentos em 2012”, afirmou Alvarez ao Convergência Digital.
O projeto prevê dois novos cabos submarinos, um para os Estados Unidos, outro em direção à Europa. O plano brasileiro pretende instalar 10 mil quilômetros de fibra óptica nos países da América do Sul a fim de criar um anel continental, além de possibilitar conexões via satélite.
De acordo com o diretor do Departamento de Banda Larga do MiniCom, Artur Coimbra, o objetivo é ter todo o projeto concluído até 2017. “O Brasil já está iniciando esse processo de integração, uma vez que a Telebras está estudando parcerias com empresas argentinas e uruguaias no sentido de integrar o Brasil às redes desses países”, explica o diretor.
A proposta deve ser oficializada na reunião de ministros de Comunicações da América do Sul, que acontece em 29 de novembro no Brasil.
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Data: 03 de novembro de 2011
Autor: Marcelo Medeiros, com informações do Convergência Digital e do Ministério das Comunicações