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Intel lança tablets para escolas

Dois modelos de tablets Android com uma série de software educacional embarcada é a nova oferta dos parceiros Intel para escolas. Assim como com os Classmates, a empresa define um design de referência, executado pelos fabricantes que atendem aos projetos, principalmente das secretarias de Educação e de fundações.

Edmilson Paoletti, gerente de Desenvolvimento de Negócios para Educação da Intel no Brasil, explica que o objetivo do lançamento é dar mais uma opção para o uso das ferramentas pedagógicas da área de software da Intel. “Cada formato tem sua aplicação. Os professores dizem que o tablet é mais adequado ao primeiro ciclo do fundamental, por ter uma interação mais lúdica. Depois, quando o aluno se aprofunda nas matérias e tem que produzir mais conteúdo, o PC (netbook ou outros formatos com teclado) é mais indicado. É claro que essa decisão depende de cada projeto. Mas, de forma geral, é isso que temos ouvido dos professores” conta.

Os tablets mantêm algumas características dos demais equipamentos para estudantes, como robustez (resistência a quedas de até meio metro, a líquidos etc.), chassis antibacteriano, recursos de segurança (como antivírus e antifurto), além das aplicações de aprendizado e das ferramentas de gerenciamento e integração (com a lousa etc.). Michele Bettine, coordenadora de projetos do Instituto Crescer pela Cidadania e do programa Intel Educar, destaca alguns recursos como lente de aumento e sensor térmico, que permitem exercícios semelhantes a experiências em laboratório ou em campo.

Foram especificados modelos com dois tamanhos de tela. O de 10 polegadas conta com um processador single-core Intel Atom Z2460 e sistema operacional Android 4.0, com bateria que dura até 6,5 horas. Outra versão tem tela de 7 polegadas, processador single-core Intel Atom Z2420, Android 4.1, aproximadamente 8 horas de duração de bateria e peso inferior a meio quilo.

Diversos fabricantes de equipamentos no Brasil, parceiros da Intel para a fabricação de soluções de educação, já estão habilitados para criar soluções baseadas no design de referência do tablet educacional na Intel para atender as demandas de escolas públicas e privadas. Entre as empresas já certificadas estão CCE, MGB, Philco, Positivo e SpaceBR.

Segundo Paoletti, as aplicações educacionais só podem ser adquiridas embarcadas nos tablets. “Alguns conteúdos foram desenvolvidos em parceria com governos, mas a maioria é de produtores que licenciaram especificamente para distribuição junto às máquinas”, esclarece.

Formação de professores

Michele Bettine lembra que o programa Intel Educar oferece um portfólio de cursos, para apoiar os professores no alinhamento do uso de novas tecnologias aos objetivos curriculares. Os cursos têm uma carga horária média entre 40 e 60 horas, sem custo para as instituições. “As Seducs podem entrar em contato e apresentamos os cursos para os professores e gestores das escolas”, informa.

A pedagoga, que já foi monitora de “laboratório de informática”, enfatiza que a tecnologia em sala de aula, com toda facilidade de acesso à informação, enriquece e modifica as formas de aprendizado e avaliação. “À medida em que se trabalha a curiosidade e o senso crítico dos alunos, não vamos mais ter professores reclamando que eles copiam e colam da Internet”, afirma. “Em vez de o aluno fazer simplesmente uma pesquisa sobre dengue, o professor pode perguntar onde estão os focos na região e quais ações são necessárias. É o tipo de questão que leva o aluno a desenvolver o pensamento sistêmico; a buscar, filtrar e classificar as fontes de informação”, exemplifica.

 

Data: 13 de novembro de 2013
Autor: Vanderlei Campos

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