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Inclusão digital gera crescimento econômico, diz professor da Universidade de Columbia
Inclusão digital gera crescimento econômico, diz professor da Universidade de Columbia
Ações de inclusão digital e programas de banda larga refletem diretamente em crescimento econômico, o que pode ser medido com bastante precisão. A afirmação é de Raul Katz, professor do Instituto de Telecomunicações da Universidade de Columbia (EUA). Segundo ele, para cada aumento de 10% na penetração da banda larga, há um acréscimo de 0,037% no Produto Interno Bruto (PIB). Se esse crescimento for associado à inclusão digital da população, os benefícios são ainda maiores, podendo alcançar até 0,5% no PIB.
“Quanto maior a penetração do acesso à internet em banda larga, maior será o impacto na economia”, garantiu Katz, em palestra promovida no dia 8 de novembro pelo Ministério das Comunicações em parceria com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
O especialista apresentou uma série de dados para sustentar sua tese. Segundo ele, os EUA estão investindo em torno de US$ 6,4 milhões em banda larga. Como resultado, devem ser gerados cerca de 130 mil empregos diretos e indiretos. No caso da Austrália, cujo investimento em banda larga é próximo a US$ 31 milhões, a expectativa é de que sejam criadas 200 mil vagas. Já na Alemanha, o investimento de US$ 47 milhões deve gerar 542 mil postos de trabalho.
“Temos um crescimento de 0,82% na taxa de emprego para cada 10% de expansão da inclusão digital. Ou seja, quando as pessoas estão preparadas para lidar com as tecnologias da comunicação e informação, o nível de desemprego é menor”, pontua.
Qualificação profissional
Raul Katz explicou que a expansão da banda larga gera empregos mais qualificados, aumenta a produção industrial e o acesso à cultura e educação. Ele alerta, no entanto, que a infraestrutura não é tudo. É preciso produzir conteúdo e criar aplicações que façam uso da banda larga.
“É preciso avaliar se o aumento da velocidade vai refletir em benefícios reais para os usuários”, alerta.
Por conta disso, Katz destacou que é preciso criar programas de expansão da banda larga adequados à realidade de cada país e região. Segundo ele, países que desenvolvem programas com base em experiências estrangeiras correm o risco de adotar políticas equivocadas para sua realidade. Para isso, são necessários estudos de impacto econômico e cultural junto à população e avaliação da infraestrutura e dos aspectos econômicos do país para então construir um planejamento sólido na área de telecomunicações.
“Ter objetivos claros é uma tarefa imprescindível na formulação de políticas públicas de telecomunicações”, disse o pesquisador.
Metas para banda larga
O professor comparou programas de expansão da banda larga de alguns países. Nos EUA, por exemplo, a meta é ter cobertura de 100% até 2012, com velocidade de 4 megabits por segundo. No caso da Alemanha, a intenção é conseguir até 2014 cobertura de 100% com 1 megabit por segundo, a mesma adotada pelo governo brasileiro.
No Reino Unido, a ideia é atingir uma cobertura de 100% em 2012, com velocidade de 2 megabits por segundo. Na Austrália, as metas são mais ambiciosas, já que a velocidade pretendida é de 12 megabits por segundo, em 2012.
Fonte:
Com informações do Portal do Ministério das Comunicações
Data: 14 de novembro de 2011