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IBM quer difundir o conceito de cidades inteligentes

"Cidades inteligentes" é o conceito em torno do qual a IBM vem trabalhando nos últimos anos. Mas bem que poderia se chamar "Cidades Digitais", dados os pontos comuns entre a estratégia da empresa e este modelo de desenvolvimento municipal que vem sendo cada vez mais adotado no Brasil. Tendo o foco na promoção desse conceito, a IBM vem desenvolvendo  soluções para cidades e Estados − não só para o setor governamental, mas também para todos os atores interessados em otimizar recursos, dispositivos e pessoal com impacto nos serviços públicos.

"O que torna a cidade mais inteligente são os serviços providos pelo governo, de forma geral", justifica Fernando Faria, gerente sênior de Novos Negócios da IBM Brasil. "Nos canais onde o cidadão tem contato efetivo com o governo, ele cobra ou busca serviços como Saúde, Transporte, Educação, etc.", acredita. [Veja ao lado vídeo que explica o conceito trabalhado pela IBM].

Segundo ele, a iniciativa de cidades inteligentes da IBM baseia-se em três pilares principais e em sete grandes áreas. Os três pilares são: primeiro, ter dispositivos disponíveis, capazes de serem interagidos, o que inclui computadores, celulares, câmeras e outros aparelhos capazes de serem conectados a outros; o segundo pilar é justamente a conexão dos dispositivos [exemplo: um celular estar ligado à sua própria rede] e o terceiro é o uso desses dispositivos conectados de uma forma mais inteligente, integrando-os e gerando novos e diferentes serviços.

Essa interconexão de dispositivos de maneira inteligente, segundo o entendimento da IBM, pode ser feita em qualquer uma das tais sete grandes áreas: saúde, educação, transportes, segurança pública, serviços de utilidades (energia, água, etc.), serviços públicos e telecomunicações.

"O foco hoje não deve ser adquirir mais dispositivos. Eles já existem em certa quantidade dentro da sociedade. Ligá-los a uma rede é um trabalho muito forte − e aí está um dos maiores trabalhos de Cidades Digitais: conectividade, acesso à internet em banda larga", analisa Faria.

Ele compara o conceito adotado pela empresa com a instalação de redes de água. "Na colocação de tubos de água que sairão de uma rede de tratamento até as casas, criar os tubos é um passo e levar a água às pessoas é o objetivo. Em nossa área, criar os canais de conexão entre o usuário final até o governo prestador de serviço é uma missão, um passo (estamos falando da infovia). Dar a isso conteúdo é uso inteligente", resume.

A comparação de Faria vai ao encontro do que vem sendo feito nas Cidades Digitais, que costumam optar por primeiro implantar as infraestruturas de rede e, aos poucos, ir criando diferentes usos para elas, passando a oferecer serviços de governo eletrônico, telecentros, aplicações em saúde, educação, etc.

A inteligência na interligação de dispositivos é de fácil exemplificação: em cidades como São Paulo, onde há rodízio de carros de acordo o final das placas e com o dia da semana, as câmeras de monitoramento (cada vez mais comum em cidades de todos os portes) poderiam ser utilizadas para detectar placas e, desta forma, controlar melhor o rodízio e aplicar possíveis multas. Outra aplicação viável é monitorar tráfego de caminhões nas cidades que limitam o acesso desses veículos aos centros urbanos durante o dia ou à noite.

"Se se interligar esses dados das câmeras em um circuito mais amplo, conectado a outros sistemas, podem-se usá-los, por exemplo, de forma a prever pontos de congestionamento", explica Faria. "Desta forma, dá-se uso inteligente para um dispositivo já conectado. Amplia-se a sua abrangência. A isso chamamos de cidades mais inteligentes", esclarece o executivo da IBM.

A empresa vem criando e oferecendo soluções para as sete grandes áreas de trabalho identificadas pela IBM no Brasil. "Para os seis grandes elementos − com exceção de telecomunicações, que são concessão pública no país −, a IBM desenvolveu um conjunto de soluções que vão desde o momento da infraestrutura básica (capacidade de o governo processar a armazenar seus dados), passando pela interoperabilidade (forma com que esses elementos de processamento de dados são conectados nas grandes redes),  por sistemas e modelos gerenciais (tanto operacionais quanto táticos), até a parte estratégica com serviços de consultoria e modelagem", elenca Faria.

As soluções podem ser conhecidas no Centro de Solução da IBM dedicado ao setor público [leia mais detalhes no box ao final]. Podem ser usadas em qualquer nível de governo − cidades, Estados e União −, mas não se limitam a entes governamentais, podendo ser adotadas por qualquer empresa ou governo que lide com infraestrutura pública e serviços.

"Quando falamos de transporte na cidade mais inteligente, podemos estar falando de tráfego de carros em uma determinada avenida (que é responsabilidade municipal), ou de aviões pousando nos aeroportos (uma responsabilidade da Infraero, entidade federal) ou de uma rodovia (muitas vezes de competência estadual)", exemplifica Faria. "Nossas soluções são para Transporte, Saúde, Educação, etc. Não são customizadas para estados, municípios ou o governo federal. Não fechamos a questão em entes públicos", completa.


Conheça mais sobre o conceito de Cidades Inteligentes adotado pela IBM.

 

Centro de Solução

“O Brasil é uma das pouco mais de dez unidades em que temos um Centro de Solução dedicado ao setor público”, diz Fernando Faria, gerente sênior de Novos Negócios da IBM Brasil. No local, os principais gestores e responsáveis por tecnologia de prefeituras e governos estaduais podem conhecer tanto soluções já implantadas no Brasil quanto as do acervo da IBM do mundo todo. Além disso, são realizados debates sobre temas específicos e podem ser feitas demonstrações de todas as soluções. Os interessados podem entrar em contato com a empresa e agendar uma visita.

Data: 10 de dezembro de 2009
Autor: Maria Eduarda Mattar

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