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IBGE: cresce acesso à internet pelo celular

O telefone celular passou a ser a segunda forma de acesso à internet mais comum do Brasil, mostra pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) de 2013, divulgada recentemente. A principal ainda é o computador pessoal, ligado à banda larga fixa. Segundo os dados, quase metade das residências (48%) tinha acesso à rede mundial de computadores, percentual ainda bem abaixo da média europeia (próxima a 75%) e das Américas (56%). Delas, 88,4% tinham em desktops e laptops a forma de se conectar, e 53,6% utilizam também o celular. O tablet estava presente em 17,2% dos domicílios. 

A representatividade dos aparelhos móveis aponta uma tendência de individualização do acesso. É a primeira vez que uma PNAD aponta residências que utilizam apenas redes móveis como forma de conexão à internet - 11,6%.

O acesso via celular é mais comum no Norte, onde 75% das pessoas utilizam o telefone para visitar páginas e redes sociais, ante 65% que utilizam computadores. Em alguns estados, os smartphones são a única forma de acesso de parcela significativa da população. Em Sergipe, por exemplo, quase um terço da população conectada usa apenas redes móveis (28,9%). O quadro é o mesmo no Pará (41%), Roraima (32%), Amapá (43%) e Amazonas (39%).

Um dos motivos para a prevalência das redes 3G e 4G em algumas unidades da federação é a renda, pois os telefones são mais baratos que computadores. A falta de infraestrutura de banda larga fixa também explica a popularidade da internet móvel em alguns locais. Preço e qualidade do serviço pesam. Segundo o IBGE, a proporção de pessoas com acesso à internet cresce conforme a renda e ultrapassa 50% a partir do grupo que recebe mais que dois salários mínimos.

Números da consultoria Teleco mostram que em 2013 os smartphones passaram a ser mais presentes nas mãos dos brasileiros do que os aparelhos tradicionais. Em 2014, por exemplo, foram vendidos no Brasil 54,5 milhões de smartphones, 15,8 milhões de telefones celulares (não smartphones) e 10,3 milhões de PCs. Ainda assim, quase um quarto da população não tinha telefone celular, apesar de o percentual ter avançado 131% desde 2005.

A ausência dos aparelhos é maior entre as pessoas com menores rendimentos (50,9% na faixa de rendimento per capita até um quarto do salário mínimo), baixa escolaridade (60,2% das pessoas sem instrução ou com menos de 1 ano de estudo) , trabalhadores agrícolas (48,9%).

No mesmo dia em que o IBGE divulgou o estudo, o ministro das Comunicações, Ricardo Berzoini, declarou, em audiência na Câmara dos Deputados, que pretende universalizar a internet banda larga até 2018. "A meta principal é que nós alcancemos 95% da população com velocidade média de 25 mega", afirmou.

Data: 12 de maio de 2015
Autor: Marcelo Medeiros

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