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Governo volta a prometer internet gratuita nos principais aeroportos do país

Os aeroportos terão acesso gratuito à internet em banda larga até o fim de julho. A ordem é da presidente Dilma Roussef e foi anunciada a jornalistas pela ministra-chefe da Casa Civil, Gleise Hoffmann, em 27 de junho. A promessa, no entanto, é antiga – tem quase três anos – e não ficou claro se a conexão será livre.

Segundo Gleise, o governo já está elaborando um plano para cumprir a ordem presidencial, que envolve outras medidas de melhorias, com a colaboração da Secretaria de Aviação Civil e da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero). “A presidente Dilma quer internet gratuita nos aeroportos. Se não der no início [do mês], queremos pelo menos que pegue o final de julho”, disse a ministra.

A pressa, no entanto, contrasta com a idade da promessa. Em outubro de 2008, a Infraero havia anunciado que até dezembro daquele ano doze dos principais aeroportos brasileiros teriam acesso gratuito à internet. O sinal sem fio estaria disponível em todas as áreas aeroportuárias, inclusive salas de embarque, graças a um investimento de R$ 1,1 milhão. 

De acordo com o plano da estatal responsável pela administração de aeroportos, a rede atenderia Guarulhos (SP), Galeão (RJ), Brasília (DF), Confins (MG), Santos Dumont (RJ), Congonhas (SP), Salvador (BA), Recife (PE), Porto Alegre (RS), Manaus (AM), Curitiba (PR) e Belém (PA). À época, a Infraero afirmara que, em 2009, outros 20 aeroportos teriam acesso à internet. (Veja aqui a nota do Guia das Cidades Digitais sobre o tema).

De acordo com a assessoria de comunicação da Infraero, hoje há rede sem fio gratuita instalada em 25 dos aeroportos por ela administrados, porém o acesso é limitado a sites públicos “por questões operacionais de segurança, controle e de investimentos de infraestrutura necessários.” 

Segundo a ONG Proteste, os passageiros precisam pagar pela conexão na maioria dos terminais caso queiram acessar sites de notícias ou e-mails. O serviço chega a custar R$ 25 por dia.

Hoje, como em 2008, o objetivo é beneficiar não só passageiros, mas também a logística das empresas que operam nos terminais.

 

Data: 30 de junho de 2011
Autor: Marcelo Medeiros, com informações da Agência Brasil

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