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Femtocells ampliam cobertura dos serviços móveis

A regulamentação das femtocells, que distribuem o sinal das operadoras por meio de antenas locais de curto alcance, aumenta as oportunidades de retorno de investimento para os detentores de infraestrutura fixa (como enlaces e anéis ópticos) e já facilita a cobertura em áreas de sombra das redes móveis. Mas a especificação técnica, de transmissores de até 1 W de potência, ainda restringe a aplicação. “O que se pleiteia é a homologação de equipamentos de 2 W a 5 W, para que os provedores de hot spots possam escoar o tráfego das operadoras. Assim os serviços podem chegar a praças, escolas e outros pontos não atendido pelas ERBs”, diz Johnny Brito, diretor-geral para o Brasil da Comba Telecom, fornecedora chinesa  de equipamentos para cobertura dentro de 8 estádios da Copa.

As femtocells são unidades de alcance entre 20 m e 120 m, que prescindem de licenciamento de frequência, em que se pode alocar capacidade para múltiplas operadoras e serviços, como iDEN, 2G, 3G, 4G e Wi-Fi. Pelo regulamento publicado neste mês, o serviço pode ser explorado por operadoras de serviço móvel pessoal, serviço móvel especializado e por provedores com autorização de SCM (serviço de comunicação multimídia, o tipo de licença mais comum para prefeituras e provedores regionais). “Em vez de cada operadora instalar uma ERB em um shopping ou um parque, pode procurar o detentor do hot spot e fechar um acordo de distribuição”, exemplifica Brito. “À medida que a infraestrutura é compartilhada, a cobertura fica isonômica e o usuário passa a comparar as operadoras conforme os serviços que oferecem”, observa.

Com as femtocells, as operadoras poderiam atender a localidades onde não têm estrutura de distribuição, que passaria a ser feita por um provedor local. Brito lembra que, evidentemente, o serviço depende de um backbone de boa qualidade. “Nas médias e pequenas cidades há investimentos, por parte de prefeituras e provedores regionais, em estrutura óptica”, constata. “Uma vez lançada, a fibra tem capacidade de terabytes. Mas é um investimento pesado e longo. Se cada um precisar ter sua própria fibra para atender seus clientes, a conta não fecha. Portanto, a femtocell é uma alternativa para manter o assinante pós-pago ou o cliente corporativo onde a operadora não tem ponto de distribuição”, explica.

Escala e custo

Segundo Jarbas Valente, conselheiro da Anatel, o regulamento gera uma expectativa de ganho de escala e redução de cerca de 40% no custo, hoje em torno de R$ 500 por unidade.

O diretor da fabricante chinesa informa que já começou a operação piloto de produção de antenas em Santa Rita do Sapucaí (MG). “Em 2012, decidimos buscar um parceiro para fabricação de antenas entre 60 cm e 3 m de diâmetro, em que há maiores custos de transporte. A manufatura local também acentua a proximidade com os clientes. A ideia é posteriormente incrementar a produção com mais trabalho na parte eletrônica”, adianta Brito.

Em áreas restritas, as antenas são projetadas para ter o mínimo de impacto visual e arquitetônico, inclusive com formatos planos. Brito esclarece que, na média, os equipamentos eletrônicos representam cerca de 30% do custo total das femtocells, que inclui ainda despesas com instalações prediais, elétricas e de refrigeração.

Data: 22 de novembro de 2013
Autor: Vanderlei Campos

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