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Empresas de satélite montam força-tarefa para viabilizar comunicações na Região Serrana do Rio
As principais prestadoras de serviços de comunicação via satélite no Brasil - Arycom e Tesacom - estão disponibilizando pessoal técnico e equipamentos para prover telefonia e transmissão de dados à Defesa Civil do Estado do Rio de Janeiro. Também estão dando suporte às empresas de infraestrutura - teles, energia e água - que tiveram suas redes bastante danificadas pela chuva na Região Serrana. Operação utilizada no Rio é semelhante à da Força de Paz, da ONU, e da feita no Haiti, durante o terremoto do ano passado.
A tragédia que abateu as cidades de Nova Friburgo, Teresópolis e Petrópolis (Itaipava) e outras vizinhas mostrou a fragilidade de serviços de infraestrutura. Companhias de energia, água e telecomunicações tiveram seus serviços interrompidos. As redes de telefonia, além de problemas com suas próprias infraestruturas, também foram e ainda são impactadas pela falta de energia prolongada.
Até o momento, os serviços quando funcionam, o fazem de forma precária. Para atender o pedido da Defesa Civil, a Arycom e a Tesacom do Brasil estão fornecendo os seguintes equipamentos: IsatPhone Pro, telefone satelital portátil para comunicação de voz e SMS, um pouco maior que um celular comum, e a solução BGAN (Broadband Global Area Network - Banda Larga Móvel Global) - solução fornecida para transmissão simultânea de voz e dados em banda larga por meio de um único aparelho portátil.
"Estamos indo para Petrópolis, também bastante atingida, para atuar ao lado do Exército e da Defesa Civil", revela em entrevista ao Convergência Digital o coronel do Exército Lamartine Barbosa Holanda, à frente da unidade de Sergurança Pública da Tesacom. A empresa está dando suporte à Embratel, para o reestabelecimento das suas atividades na área.
Trabalho semelhante está sendo feito pela Arycom, que também atende diversas empresas entre elas, Oi,Embratel, Band e CBN. Para Ciro Chudo, diretor comercial da prestadora no Brasil, o momento é de juntar forças e trabalhar de forma humanitária. Mas ressalta que é preciso também pensar que tragédias provocadas pela chuva, infelizmente, se repetem ano após ano. A ideia, segundo ele, é montar um gabinete de gerenciamento de comunicações, com a aquisição de equipamentos pelas gestões federal, estadual e municipal.
E cita um exemplo. "As Forças Armadas estão contratando o serviço de comunicação via satélite por licitação. Há concorrência, e é possível se chegar a preço/qualidade desejada. O Exército está mapeando a região do Amazonas com comunicação via satélite. Ela é um meio ideal. As gestões estaduais e municipais precisam entender a sua necessidade e se poderia, inclusive, ter uma compra em âmbito nacional unindo todos os poderes", destacou.
Indagado sobre o elevado custo das comunicações via satélite - sempre apontado como um dos fatores para o uso menor da tecnologia no pais - Ciro Chudo diz que hoje isso é um mito. "Os nossos terminais custam menos do que um iPhone hoje e têm custo em torno de R$ 2.000,00", compara.
"Já com relação ao custo do minuto, ele está em R$ 5,00. Esse valor já foi bastante elevado, mas hoje para uma emergência, sendo a única comunicação possível, ele fica bem dentro da realidade. Precisamos terminar de vez com esse mito que comunicação via satélite é onerosa", completou o diretor comercial da Arycom do Brasil.
Posição também defendida pelo coronel Lamartine Holanda, da Tesacom. "Não é mais caro. Já foi. E toda gestão e empresas voltadas para serviços públicos deveria ter o serviço acessível para situações emergenciais". As empresas asseguram ainda que não há perigo de haver 'congestionamento' ou falhas na transmissão em função da alta demanda. Segundo os executivos, hoje, há como a Inmarsat, provedora satelital, fazer alocação dinâmica de capacidade específica para a região.
Fonte:
Convergência Digital
Data: 17 de janeiro de 2011