Em busca de recursos para as iniciativas
O município do Rio de Janeiro tem um longo caminho a percorrer para se transformar em uma Cidade Digital. Por isso, vários projetos estão sendo elaborados pela recém-criada Secretaria Especial de Ciência e Tecnologia, que ainda busca apoios e estudos para colocá-los em prática. Este é o diagnóstico apresentado pelo ocupante da pasta municipal, o vereador licenciado Rubens Andrade, em entrevista exclusiva ao Guia das Cidades Digitais em seu gabinete, no Centro do Rio.
Andrade, que assumiu em 1º janeiro, é o primeiro secretário de Ciência e Tecnologia do município, pois até o ano passado as ações dessa área estavam abrigadas em outras secretarias. Entre os desafios desse professor de filosofia e ex-subsecretário da Criança e do Adolescente no Governo do Estado, estão a modernização da prefeitura e a implementação de projetos de inclusão digital voltados para os moradores das áreas de mais baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).
Para discutir esse assunto foi, inclusive, montado um grupo de trabalho com representantes de diversas secretarias. O objetivo dos integrantes é somar forças para diminuir custos e gerar eficiência. “O papel da secretaria especial é de fomentadora”, explica Andrade. “Vamos integrar iniciativas e buscar meios de fomentar a educação continuada e abrir o diálogo com o poder público e as empresas cariocas. O Rio tem tudo para se consolidar como capital nacional da ciência e tecnologia.”
Para isso, entretanto, o secretário vai ter trabalho. Ele mesmo diz ter encontrado um quadro complicado na prefeitura. Entre suas atribuições, está a implementação de novas tecnologias para diminuir os custos fixos municipais. Contudo, está cercado de dificuldades. “Os dados são pouco animadores”, lamenta.
A prefeitura, por exemplo, não possui um contrato único de serviços de telefonia. “Cada área possui um acordo diferente. Isso aumenta custos, pois nosso poder de barganha diminui”, afirma. Outro problema encontrado foi a falta de conexão à internet nas 2.300 unidades administrativas da prefeitura. “Apenas 27% delas tem acesso”, lamenta. “E, para piorar, não há integração entre elas.”
Segundo cálculos da secretaria, para sair do papel integrando e conectando todas as unidades, entre escolas, hospitais e administrações, o projeto “Rio Conectado” demandaria entre R$ 35 mi e R$ 40 milhões. Os recursos, de acordo com Andrade, ainda estão sendo buscados.
Além de conectar os órgãos municipais, o secretário procura formas de facilitar o acesso da população à internet. Projetos não faltam. O primeiro a sair do papel provavelmente será o “Praça Digital”, cujo objetivo é instalar módulos em espaços públicos de áreas de baixo IDH. “Em dois meses, o projeto piloto deve estar funcionando”, prevê Andrade.
Outras iniciativas previstas são o “Ônibus Digital”, veículo de grande porte que estará presente em grandes eventos para levar banda larga e serviços, e uma van para dar suporte às ações da prefeitura, como o combate à dengue. Por suporte entenda-se internet em banda larga para agilizar procedimentos.
Data: 07 de abril de 2009
Autor: Marcelo Medeiros
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