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Dispositivos de rede fazem parte de projetos de Cidades Digitais
Conhecida pelos seus equipamentos de acesso à internet voltados para uso residencial, a D-Link, empresa de origem chinesa que está entre as líderes no fornecimento de switches e roteadores, vem avançando no segmento de governos, no qual começou a atuar há cerca de quatro anos. Com clientes que vão desde a abrangência do Banco do Brasil até a especificidade do município de Estrela (RS), a empresa apresenta flexibilidade nas soluções para atender demandas tão distintas.
Segundo Jonathan Fratta, gerente de produtos da unidade de Business Solution da D-Link, os equipamentos se adequam a várias das tecnologias normalmente adotadas pelos municípios na construção de uma cidade digital. "Quando pensamos em municipalidade, pensamos em soluções wireless, como Wi-Fi ou Wi-Mesh, que possibilitam cobertura ampla de toda a cidade. Temos soluções para esses casos e também switches para conectividade via fibra", diz Fratta, afirmando que a empresa se encaixa em dois dos três modelos de tecnologias que vêm sendo adotadas por Cidades Digitais. "Temos equipamentos para redes Wi-Fi simples, para Wi-Mesh e também para fibra. Não estamos ainda apostando no WiMax", completa.
Entre os produtos mais procurados por municipalidades e órgãos públicos estão os de conectividade − switches Ethernet − e os de controle de pontos de acesso à internet sem fio. Firewall e câmeras IP também têm recebido bastante atenção, mas sem dúvida os switches são o carro-chefe das vendas a governos. "São procurados tanto os de borda da rede [ou seja, para uso nas redes que chegam diretamente aos internautas] ou os de grande porte para o núcleo da rede, que demanda mais robustez", explica Fratta. Foi o que fez o Banco do Brasil, talvez o maior cliente governamental da D-Link, que adquiriu e implantou 11 mil switches.
No leque de opções da empresa, há equipamentos como o roteador para redes Wi-Mesh DWR-500, muito aplicado em Cidades Digitais, ou as antenas externas DWL-2700, para redes Wi-Fi. Para infraestruturas de fibra existe, entre outros, o switch ethernet DES-3528, um dos mais vendidos, segundo Fratta. Ele garante que todos os equipamentos contam com ferramentas de segurança, seja lógica ou física, como autenticação, gestão do sistema via wireless e cápsulas para evitar ataques físicos.
Quando a prefeitura precisa, a D-Link faz análise técnica no processo de pré-venda para orientar o município sobre que equipamentos seriam mais adequados à demanda e sobre como aplicar a tecnologia. "Fazemos um diagnóstico da necessidade do projeto, prestando apoio de qualificação da solução, dependendo do escopo. Não fazemos o "site survey"; há empresas que prestam consultoria sobre isso. Fazemos a avaliação quando já está sendo implementado o projeto", diz Fratta. Isso pode ser feito tanto pela própria D-link quanto por um integrador.
De acordo com o executivo, a experiência nessas avaliações permite dizer que as tecnologias sem fio e a de fibra podem trabalhar em conjunto, especialmente em cidades de porte médio a grande. "Em cidades maiores, é interessante fazer um mix dos dois, com anéis de fibra ótica, para a conexão entre os órgãos públicos da administração direta, e a extensão desse alcance através de redes sem fio", opina Fratta.
Foi essa a solução da cidade gaúcha de Estrela (RS), cujo projeto de digitalização começou a ser planejado há quatro anos. Agora, a cidade de quase 30 mil habitantes está finalizando a implantação de fibra ótica, que se alia à transmissão sem fio de sinal de internet já existente no município. Desde o ano passado, a cidade adotou soluções da D-Link, mais especificamente o roteador de rede Wi-Mesh DWR-500, para usar na rede sem fio de um quilômetro de raio, que atende diretamente à população.
Data: 10 de setembro de 2009
Autor: Maria Eduarda Mattar