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CPqD aposta na gestão pública como filão do desenvolvimento de softwares
Cada vez mais a eficiência na gestão pública requer integração de dados. Neste contexto, cresce a adoção de softwares que atendam às necessidades específicas das prefeituras. Foi de olho nesse filão que o CPqD começou a desenvolver, seis anos atrás, programas que respondem às demandas mais comuns das administrações municipais, como controle de tributos, contabilidade, gestão da rede escolar, entre outras opções.
Os softwares do CPqD para a administração pública são compartimentados, como define o gerente de inovação da empresa, Mário Harada. Ou seja, as prefeituras não precisam comprar pacotes inteiros; podem escolher e adotar somente os módulos que lhes são mais adequados. A maioria pode ser acessada pela web e funciona integrada a outros módulos do sistema. Além disso, muitos permitem consultas online pela população.
Os módulos mais populares são o Administração Tributária, que gerencia todo o processo de arrecadação de tributos municipais, emite carnês e acompanha cobranças; o Contabilidade Pública, que cobre desde a elaboração do orçamento à emissão de relatórios para o Tribunal de Contas; e o Rede de Ensino, que apresenta uma visão georreferenciada das escolas, professores e alunos, além de indicadores como número de classes por localidade, vagas, situação escolar dos estudantes e controle de evasão.
Há ainda os módulos Tesouraria (registra as movimentações de valores dentro da prefeitura); Protocolos (para consultas online de processos do Executivo), Gestão Escolar (permite o acesso a controle de faltas, merenda escolar, atribuições e remoções de professores e acervo da biblioteca), Folha de Pagamento, Controle de Materiais, e Compras e Licitações.
Ferramenta de georreferenciamento é destaque
Harada conta, no entanto, que o maior diferencial do sistema que o CPqD oferece é a ferramenta de georreferenciamento. "É o que mais chama atenção, pois fornece uma visão geral", assegura o gerente de Inovação. Ele se refere à possibilidade de os dados serem inseridos em um mapa da cidade e, depois, cruzados entre si, gerando uma visão espacial da situação – não mais apenas matemática ou quantitativa.
Com isso, é possível fazer análises mais completas de algumas situações e também pensar em novos cruzamentos de dados e exames, que talvez não fossem propostos sem a noção espacial da situação. "Mais que as outras esferas de governo, o que as prefeituras fazem é a gestão do território. Considerando isto, nada melhor do que uma visão espacial, principalmente para a otimização de investimentos e de equipamentos urbanos. O georreferenciamento é uma ferramenta de análise estratégica", define o gerente de Inovação do CPqD.
Segundo ele, outros benefícios da ferramenta de georreferenciamento incluem a definição de onde realizar eventos itinerantes – como mutirões de retirada de documentos, postos móveis do poder público, etc. – ou campanhas específicas para uma determinada parte da população. Um exemplo que atualmente está bem evidente é o combate à dengue. Ao posicionar os casos de dengue numa dada região, é possível até descobrir quais as áreas de risco, onde estão os possíveis focos da doença, etc.
Harada acredita que as secretarias devem ter a preocupação de trocar dados, principalmente ao adotar esses tipos de sistemas. "O ideal é colocar todos os dados em cima de um mapa único, para servir a todas as secretarias. E, a partir disso, começar a troca de informações", defende. No caso dos softwares do CPqD, essa troca de dados pode ter controle de acesso. Informações públicas, como visitação e características de pontos turísticos, ficam abertas a toda as secretarias, enquanto dados confidenciais pedem senha e autorização.
As soluções da empresa já são adotadas em três cidades do interior paulista: Atibaia, Campinas e Garulhos. Em Atibaia , a prefeitura optou por usar todos os módulos, sendo o Rede de Ensino o que trouxe resultados mais significativos na cidade de 120 mil moradores.
Em Campinas, cidade com pouco menos de 1,1 milhão de habitantes a 83 quilômetros da capital, módulos de geoprocessamento do CPqD são adotados na companhia de águas do município, a Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento S.A. (Sanasa), informa Ricardo Dipsie, gerente da área comercial do CpqD. “Isto está gerando uma base de informações que, se a prefeitura quiser, pode expandir para todas as outras áreas”, completa ele.
Em Guarulhos, segunda cidade mais populosa de São Paulo, com 1,2 milhão de habitantes, a solução voltada para o setor educacional tem auxiliado especialmente o planejamento de inscrições e matrículas para o ensino infantil do município.
Data: 28 de março de 2008