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Copel faz projeto piloto com PLC

A Companhia Paranaense de Energia (Copel) está desenvolvendo projeto piloto com o Power Line Communications (PLC), tecnologia de  acesso à internet pela rede elétrica. A cidade escolhida foi Santo Antônio da Platina, localizada no norte do Paraná, a 370 quilômetros da capital do Estado. Empresa e município compartilham a mesma expectativa: modernização e aumento da eficiência dos serviços de telecomunicação oferecidos ao cidadão.

Santo Antônio da Platina tem cerca de 40 mil habitantes, e sua receita gira em torno do comércio. “A cidade foi escolhida devido ao seu porte, pela variedade de clientes presentes em uma mesma rede secundária de energia e por fazer parte do anel ótico da Copel, garantindo maior confiabilidade e disponibilidade”, explica o superintendente de Telecomunicações da Copel, Carlos Eduardo Moscalewsky. “Além disso, o município possui poucas opções de operadora além da incumbent; Santo Antônio da Platina já tem a rede gigabit instalada e temos estrutura própria de distribuição e de telecomunicações no local”, diz.

A empresa selecionou 300 usuários para testes, entre residências, comércio, poder público e terceiro setor. “O público foi escolhido pela agência da Copel Distribuição, buscando circuitos onde houvesse diversidade de clientes que já utilizassem serviços de telecomunicação e tivessem os meios de acessar e avaliar criticamente a nova solução”, afirma Moscalewsky, acrescentando que o objetivo é que o sistema esteja operando até o final de abril de 2009. “Inicialmente, serão implantados recursos como acesso à internet banda larga e telefonia VoIP ”, informa. 

Para Moscalewsky, com esse piloto a Copel poderá avaliar a viabilidade técnica e econômica do PLC para as redes de acesso local. Ele conta que a empresa observará o desempenho da tecnologia nas redes de energia aéreas, no ambiente externo e no espaço interno dos clientes. O piloto envolve ainda estudos para isolar as interferências causadas pelos equipamentos elétricos nas transmissões de dados.

“Caso os testes mostrem a viabilidade da tecnologia, os clientes de energia elétrica da Copel terão serviços de internet banda larga à sua disposição em todo o Paraná. Eles poderão optar por utilizar nossos serviços de telecomunicações ou de qualquer outra operadora que deseje oferecer serviços em parceria com a nossa empresa”, afirma o superintendente.

Investimento em tecnologias

De acordo com Moscalewsky, a empresa já possui estrutura de fibra ótica que abrange a maior parte do Estado e presta serviços para empresas, governo e outras operadoras. “Contudo, quase todo o mercado depende de um monopólio privado que adquiriu a rede metálica existente no processo de privatização do sistema Telebrás. Nos padrões convencionais, o custo de construção de outra rede de amplitude estadual é negativo”, analisa.

Diante desse cenário, a Copel passou a investir em alternativas. Isso porque, como explica o superintendente de telecomunicações, os processos da empresa no setor de energia demandam conectividade em toda a rede elétrica – automação, monitoramento, medição, corte e religação. “Pretendemos combinar essas necessidades com a prestação de serviços modernos de telecomunicação, próprios ou de terceiros, ao cliente Copel”, emenda.

Segundo Moscalewsky, a empresa acredita que o PLC se configura como uma boa aposta para complementar a rede ótica até o cliente final. “Estamos buscando soluções viáveis para a chamada última milha. Essas alternativas permitirão universalizar o serviço de banda larga e promover a competição no mercado de telecomunicações, hoje restrita apenas às regiões centrais das cidades maiores”, completa.

 

Expectativas em Santo Antônio da Platina

Santo Antônio da Platina comemora a escolha para sediar o piloto do PLC, cujo processo foi elaborado e desenvolvido exclusivamente pela Copel. “Como prefeita e cidadã platinense, sinto-me honrada por Santo Antônio da Platina ser a escolhida”, afirma Maria Ana Pombo, que assumiu seu primeiro mandato na cidade em janeiro de 2009.

De acordo com ela, o município espera que a nova tecnologia possa ser um avanço para a democratização do processo de comunicação. “Entendemos esse processo como um campo ainda mais amplo de interação entre as pessoas no acesso à informação e com custos mais baratos”, analisa.

Uma vez que a iniciativa da Copel com o PLC esteja implantada e a solução operando, a proposta é conseguir recursos para outras ações voltadas para o desenvolvimento local. “Com essa nova tecnologia, desejamos buscar parceiros para implantar projetos que se concentrem na democratização da comunicação na cidade. Antes realizaremos uma pesquisa para averiguar as possibilidades, para fazer um planejamento, e, por fim, implantaremos os projetos inspirados nessa tecnologia fornecida pela Copel”, finaliza.

Data: 26 de março de 2009
Autor: Gabriela Bittencourt

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