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Copa e Olimpíadas: é preciso planejar a infraestrutura de telecom
Os megaeventos esportivos – Copa do Mundo de 2014 e Olimpíadas 2016 – deverão demandar investimentos de cerca de R$ 57 bilhões, sendo que, dependendo do apetite de inovação do país, de 5% a 10% serão destinados para Tecnologia da Informação. Mas a Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), adverte: sem um dimensionamento correto de serviços, entre eles, a banda larga, há um grave risco para o sucesso dos eventos. Computação em nuvem será a marca para a oferta de TIC.
"O presidente da CBF, Ricardo Teixeira, já declarou que na sua lista de prioridade aparece aeroporto, aeroporto, aeroporto; eu diria para ele acrescentar: banda larga, banda larga, banda larga", observa o diretor de Convergência Digital da Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), Nelson Worstman.
"Não adianta estádios de R$ 700 milhões, se não houver conexão para quem está lá trabalhando ou passeando. Nossa infraestrutura é defasada e não vejo TIC como prioridade nos planos estratégicos", complementa o executivo.
Worstman lembra que a Copa de 2014 deverá ser o evento da interatividade, dos downloads e das TVs de alta definição. "Essas inovações demandam muita capacidade e não sabemos o que surgirá até lá, mas não podemos falhar. Essa é a verdade", complementa.
O levantamento, elaborado pela entidade em parceria com a Associação Brasileira das Prestadoras de Serviços de Telecomunicações Competitivas (Telcomp) e realizado pela consultoria A.T. Kearney, foi divulgado na terça-feira, 9/11, na capital paulista. Nele há informações sobre os projetos de TIC, entre eles, o complexo de mídia, composto por um centro de radiodifusão e um centro de imprensa, a serem montados no Rio de Janeiro. O investimento total será de R$ 477 milhões, segundo dados do estudo.
Também se fala segurança e de banda larga e da real necessidade de aportes em tecnologia de ponta para suportar a demanda. Para Worstman, há grandes oportunidades em debate, mas também é preciso ter um olhar crítico na área de TIC.
"Os estados estão muito atrasados quando se fala em infraestrutura de TIC. Acredita-se que ela pode ser deixada para depois, mas é um erro grave. A exceção é Minas Gerais, que tem um plano fechado e muito bem estruturado. Fibra óptica não se coloca sem previsão e para nós, brasileiros, o que ficará desses eventos é o legado. Ele tem que ser positivo para o país", adverte Worstman.
Infraestrutura também será necessária para serviços de computação na nuvem. "Não se engane, os serviços na Copa e na Olimpíadas serão em cloud. Na África, já o foram. O processamento foi todo feito na Índia. O Brasil pode ser o polo de processamento dos dados dos megaeventos, mas precisa trabalhar e, rápido, para garantir qualidade e disponibilidade. Hoje, não há condições de ofertar nível de serviço adequado", pondera ainda o diretor da Brasscomm.
Fonte:
Convergência Digital
Data: 10 de novembro de 2010