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Copa 2014: Minas Gerais investe em integração das forças de segurança

Estado montará centro de comando e controle até o evento esportivo, a fim de unir equipes e facilitar a ação das polícias, bombeiros e defesa civil. Investimentos chegam a R$ 50 milhões

Minas Gerais está bem em um dos principais preparativos para a Copa do Mundo de 2014, a construção do estádio. As obras do Mineirão são as mais adiantadas das 12 arenas que sediarão jogos, com previsão de conclusão em dezembro deste ano. Com o estádio quase pronto, o estado agora se volta, com mais intensidade, para os demais itens necessários para o sucesso do evento, como a implementação de medidas de segurança para a população e turistas. Além do treinamento a policiais, bombeiros e agentes de defesa civil e saúde, estão sendo investidos recursos em tecnologia para vigiar espaços públicos e integrar as forças de segurança. O Mineirão vai receber três partidas da Copa das Confederações FIFA 2013 e seis jogos do Mundial de 2014. 

Seguindo as diretrizes elaboradas pela Secretaria Extraordinária de Grandes Eventos (Sesge) do Ministério da Justiça, o governo mineiro está desenvolvendo um Centro Integrado de Comando e Controle (CICC). O espaço de 10 mil m2 terá capacidade para 120 pessoas trabalhando simultaneamente e demandará R$ 50 milhões do estado. A meta é finalizar a construção até a Copa das Confederações, que acontece em junho de 2013. O CICC permitirá a tomada de decisões de forma ágil em situações de emergência, uma vez que reunirá agentes de todas as forças de segurança do estado, além da polícia federal. Após a Copa, o centro continuará funcionando em prol da população mineira.

Enquanto o CICC não fica pronto, os agentes trabalharão conjuntamente em uma Sala de Situação e Controle de Crise elaborada para o evento de 2013. Eles estarão de olho nas principais vias de Belo Horizonte por intermédio de imagens captadas por 80 câmeras a serem espalhadas pela cidade. No entorno e dentro do Mineirão haverá cerca de 350 câmeras, 90 das quais móveis, para localizar cenas específicas. O movimento permitirá a identificaçãode objetos deixados em locais inapropriados ou veículos parados em área proibida, além de reconhecimento facial. A montagem e aparelhagem da sala custarão R$ 1,7 milhão.

“O uso inteligente da tecnologia permite que o estádio seja um ambiente não só mais seguro, como também mais atrativo e interessante para o torcedor”, afirma Ricardo Barra, diretor-presidente da empresa Minas Arena, responsável pelas obras e posterior operação do complexo.

A aparelhagem e a integração das forças serão o principal legado do evento esportivo para os mineiros, diz o o assessor da Secretaria Especial da Copa do Mundo de Minas Gerais (Secopa), coronel Wilson Cardoso. “O CICC vai permitir que as forças de segurança do estado trabalhem com profissionais da inteligência de forma ainda mais integrada, em ambiente equipado com tecnologia moderna capaz de detectar situações de risco, resultando assim em decisões baseadas em análises prévias para que a tranquilidade e segurança das ruas sejam mantidas. A análise de inteligência irá possibilitar ações mais científicas, potencializando a prevenção criminal”, garante.

As ações da polícia mineira estão sendo planejadas de acordo com os visitantes e frequentadores de cada espaço relacionado à Copa do Mundo. “O trabalho da inteligência será focado no perfil dos torcedores que visitarão nosso estado”, disse, durante evento preparatório, o comandante geral da polícia militar mineira, coronel Márcio Martins Sant´Ana. 

Especialistas em segurança pública do estado estão preparando um estudo com análise de riscos para a Copa do Mundo. O documento, que deve ficar pronto nas próximas semanas, detalhará ações preventivas e situações hipotéticas de risco, como ataques terroristas, sequestros, sabotagens, com as correspondentes soluções.

Planejamento integrado

Segundo o planejamento da Sesge e da Fifa, cada cidade terá três tipos de centro de comando e controle, responsáveis pela análise das imagens e pela tomada de decisões, conectados às centrais de Brasília e Rio de Janeiro. O CCC local cuidará do interior e do entorno do estádio, enquanto o regional é responsável pela segurança das cidades. O terceiro tipo são unidades móveis, que serão instaladas em caminhões ou ônibus e serão responsáveis por monitorar áreas de aglomeração como as fan fests, espaços de shows promovidos pela Fifa, e centros de treinamentos de seleções.

Os agentes terão acesso aos bancos de dados das polícias de todo o país, além da Interpol e da Polícia Federal. A Sesge contratou uma consultoria para desenvolver um software capaz de reunir essas informações. A mesma empresa será responsável pela capacitação dos funcionários estaduais, federais e privados que trabalharem na Copa.

 

Fonte: Marcelo Medeiros, com informações do Portal da Copa do Mundo
Data: 23 de outubro de 2012

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