Compesa moderniza sua rede de saneamento
Projeto de geoinformação desenvolvido pela Imagem está em implantação na Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), que atende 172 dos 185 municípios de Pernambuco, além de 97 distritos e povoados da região. A expectativa é que essa iniciativa, nomeada PROGIS, mapeie todo o circuito de água e esgoto e combata perdas na distribuição da rede, que conta com 10,7 mil quilômetros de extensão.
“Buscamos uma gestão mais eficaz das informações comerciais, técnicas e operacionais. O PROGIS traz um grande diferencial. Ele integra os modelos de gestão dos consumidores e operacionais a um modelo geográfico para prestar, com efetividade e de forma sustentável, os serviços de abastecimento de água e coleta de esgoto”, afirma Clécio Barbosa Souza Júnior, coordenador de Cadastro Técnico da Compesa.
Para garantir a modernização da gestão operacional do sistema de saneamento pernambucano, serão investidos cerca de R$ 2,4 milhões. Na prática, o PROGIS oferecerá uma visão territorial da operação da empresa no Estado. Assim, será possível cruzar imagens de satélites e fotografias aéreas com informações sobre consumo, áreas de tarifa social, problemas na rede, inadimplência dos cidadãos, entre outros dados.
Segundo Barbosa, o PROGIS já oferece funcionalidades voltadas para o controle operacional. A solução permite visualizar e atualizar as informações da rede, como diâmetro, comprimento e profundidade, e acompanhar, por meio da intranet da empresa, os elementos do sistema de abastecimento de água e coleta de esgoto, como barragens, estações de tratamento, reservatórios e poços.
“Já foi um grande passo para a transparência, publicação e descentralização de informações. Esses dados são importantes para elaboração de novos projetos e obras, simulação hidráulica, reparo nas redes, localização de registros e válvulas de manobras”, analisa.
No final de implantação de todos os módulos, o coordenador da Compesa acredita que o sistema ajudará na gestão das infraestruturas de rede de água e esgoto, no acompanhamento das informações do consumidor por território e no monitoramento das ordens de serviços e da frota responsável pela manutenção. Ele aposta que a solução facilitará a visão corporativa do negócio.
“Será possível um melhor suporte às manobras de rede, à elaboração de mapas estratégicos e ao cruzamento de dados técnico, comerciais e operacionais. Com essas funcionalidades, o sistema irá mapear eventos como rompimentos de tubulação, reclamações de falta d’água, reparos constantes, problemas nos hidrômetros, entre outros. Assim, se direcionarmos esses dados para uma política territorial e estratégica, melhoraremos os índices de faturamento, continuidade de abastecimento e perdas por ligação”, finaliza.
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Geoinformação em prol de serviços melhores de saneamento
Utilizadas em projetos para gestão, segurança e saúde públicas, as soluções de geoinformação podem ser úteis também nas operações das empresas estaduais e municipais de saneamento. De acordo com Hugo Raniere, arquiteto de soluções da Imagem, projetos dessa natureza são capazes de otimizar tanto o processo de saneamento como a tomada de decisão. A grande vantagem das soluções de geoprocessamento, segundo ele, está na possibilidade de atender as companhias de saneamento no seu principal desafio.
“Tanto as companhias estaduais quanto as municipais não devem se preocupar apenas em levar água à população e fazer tratamento do esgoto. O desafio delas é muito maior. Hoje, a prioridade dessas empresas deve ser melhorar sua operação, evitando problemas como desperdícios”, diz.
Um dos módulos do software simula como a água é distribuída , permitindo conhecer informações como a sua pressão na rede. “Com isso, é possível reduzir gastos com energia, tanto para geração como para distribuição. Evitam-se esses custos a partir do bombeamento de água em horários mais baratos ou da construção de reservatórios, por exemplo”, explica.
Raniere conta que o sistema dispõe de módulos de cadastro, manutenção e call center, entre outros. “Os projetos de GIS oferecem grande ajuda na parte técnica. As equipes de manutenção, por exemplo, podem localizar e resolver melhor os problemas de vazamento. Também facilita no caso de novas ligações de água, pois permite saber, mais rapidamente, se é possível atender uma determinada localidade”, exemplifica.
O arquiteto de soluções comenta que o custo de implantação do projeto varia de acordo com a área de cobertura e as soluções contratadas. Estudos realizados pela Imagem apontam que o retorno do investimento pode ser percebido em curto prazo.
“Fazemos uma avaliação de retorno do investimento. Estudos sobre aplicação do software como solução para eficiência energética demonstram que a economia gerada com sua implantação é suficiente para pagar todo o custo do projeto em dois ou três meses”, assegura Raniere.
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Data: 02 de dezembro de 2010
Autor: Gabriela Bittencourt