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Como a tecnologia pode ajudar a aliviar a seca

Primeiro foi São Paulo. Agora, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo. Em breve, é possível que outros estados assumam que há problemas no abastecimento de água, dada a falta de chuvas no sul e no sudeste do país. Diante de ameaças de racionamento, a tecnologia pode ajudar a amenizar o sofrimento de cidadãos, empresas e governantes.

Exemplos não faltam mundo afora. O estado da Califórnia, nos EUA, passou pelo mesma situação que hoje parte do Brasil vivencia. Apesar de a questão não estar completamente solucionada por lá, governo e empresas desenvolveram aplicativos e softwares para produzir e fornecer informações sobre o estado de reservatórios e de maneiras de se poupar água.

Um deles é o DropCountr. O aplicativo coloca as concessionárias de abastecimento em contato direto com seus consumidores, disparando alertas sobre consumo excessivo e sobre falta d´água em determinadas regiões. O app também informa em tempo real, gerando gráficos históricos, o consumo de cada residência, o que facilita a economia do recurso pelo cidadão – algo importante em um estado onde o governador pediu a seus eleitores que diminuíssem as contas de água em ao menos 20%.

“Há vários hardwares, como medidores eletrônicos, instalados por aí e você não pode maximizar o valor desses equipamentos sem uma solução de software como a nossa”, afirmou o CEO da companhia, Robb Barnitt.

O VizSafe, por sua vez, aposta nas redes sociais e na produção coletiva para gerar dados sobre desperdício de água. Seus usuários podem marcar pontos de vazamentos em um mapa, com vídeos, fotos e comentários, para alertar as autoridades e mesmo conscientizar vizinhos. A ideia é gerar uma ação coletiva em prol da economia.

A empresa WaterSmart, por sua vez, aposta na conexão de lares com concessionárias. Instalando hidrômetros inteligentes, conectados à internet, ela agiliza o combate a desperdícios, localizando vazamentos, e fornecendo dados aos moradores para que eles possam regular o próprio consumo.

“Agimos como um reservatório virtual [de informações] que ajuda concessionárias e consumidores a usar a água de modo mais eficiente para que possamos utilizar ativos importantes até o limite em uma era em que a mudança climática global e o crescimento da população está estressando fontes e infraestrutura hídrica com décadas de idade”, diz Doug Flanzer, chefe de tecnologia da empresa.        

Outro país que sofre com secas constantes é a Índia e, por lá, os empreendedores também utilizam telefones para aproximar consumidores das companhias de fornecimento de água. O aplicativo NextDrop envia mensagens de texto aos cidadãos avisando sobre desabastecimento ou queda de pressão da rede. As informações são fornecidas pelas concessionárias, que também aproveitam a ferramenta para realizar campanhas educativas e monitorar a resposta dos consumidores aos alertas.

No Brasil

Por aqui, no Brasil, ainda são poucas as iniciativas de uso de tecnologia para conter desperdícios. Entre elas está a Nossa Água, desenvolvida pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) em parceria com o Instituto Akatu. O aplicativo informa o consumo de água médio de hábitos cotidianos, como tomar banho e lavar louça, além de fornecer dicas de economia.

Em São Paulo, a Sabesp desenvolveu a Calculadora de Sonhos, site que informa o histórico de consumo residencial e simula descontos relacionados à redução do gasto de água, de acordo com o programa de incentivo do governo do estado.

Porém, de nada adiantam aplicativos, se cada um não fizer a sua parte. Informe-se!

Data: 05 de fevereiro de 2015
Autor: Marcelo Medeiros

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