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BRT e ciclovias rendem prêmio internacional a Rio, São Paulo e Belo Horizonte

Na décima edição do Prêmio Transporte Sustentável, pela primeira vez a comissão julgadora do Instituto de Políticas de Transporte e Desenvolvimento (IDTP) dividiu a premiação entre três cidades, em reconhecimento aos avanços em mobilidade urbana nas capitais do sudeste. Além dos corredores e faixas de ônibus, os projetos de BRT em Belo Horizonte e Rio e a construção das ciclovias em São Paulo se destacaram na avaliação de 10 entidades internacionais, dedicadas a meio-ambiente e cidadania.

Criado em 2005, o Prêmio Transporte Sustentável destaca as iniciativas que melhorem a mobilidade urbana, reduzam a poluição, assim como acrescentem segurança e facilidade ao trânsito de pedestres e ciclistas. Neste ano, a comissão julgadora teve representantes do IDTP; Embarq; Banco Mundial; TransitCenter; GIZ (Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit); Clean Air Institute; Clean Air Asia; Laboratório de Pesquisas em Transporte (TRL); ICLEI (Local Governments for Sustainability); e Despacio.

Márcio Lacerda, prefeito de Belo Horizonte, a Laudemar Aguiar, coordenador de Relações Internacionais do Rio de Janeiro, receberam o prêmio principalmente em função dos pesados investimentos das prefeituras nos sistemas de BRT, avaliados no contexto das estratégias dessas cidades para mobilidade urbana. Na capital mineira, além dos 23 km de cobertos pelo BRT, a comissão julgadora deu peso à revitalização do centro, com vias exclusivas para pedestres e 27 km de ciclovias.

O Rio de Janeiro teve como destaque a entrega dos 39 km da Transcarioca, que dá melhores condições de transporte de 270 mil usuários por dia. “A cidade está se transformando. Até 2016, 60% dos cariocas terão acesso ao transporte de massa, índice que era de apenas 18% em 2009”, compara Laudemar Aguiar.

Na justificativa da premiação a São Paulo, os jurados mencionam a implementação de 320 km de corredores e faixas exclusivas, que teriam aumentado em 21% a velocidade média dos ônibus. Os planos de ter 400 km de ciclovias entregues em 2015, dentro de uma meta de 500 km na cidade, também são avaliados como etapas de uma estratégia ambiciosa para reduzir a circulação e o custo causado pelos veículos nas áreas urbanas mais densas. Na cerimônia de premiação, Ciro Biderman, especialista da SPTrans, esclareceu que as restrições orçamentárias nem sempre são empecilhos para iniciativas de eficiência urbana e qualidade de vida. “Muitos gestores reclamam da falta de recursos para projetos de transporte, mas a questão não é só dinheiro. É de vontade política”, afirma. “A construção das ciclovias custa pouco. Trata-se de assumir os enfrentamentos necessários para fazer acontecer”, acrescenta.

As cidades premiadas nos anos anteriores foram: Buenos Aires, em 2014; Cidade do México, 2013; Medellin e San Francisco em 2012; Guangzhou, 2011; Ahmedabad, 2010; Nova York, 2009; Londres e Paris, em 2008; Guayaquil, 2007; Seoul, 2006; e Bogotá, em 2005.

Data: 05 de fevereiro de 2015
Autor: Vanderlei Campos, com informações do IDTP

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