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Brasil tem a 69ª internet mais rápida do mundo, diz pesquisa

Empresa de mensuração de velocidade afirma que brasileiros fazem download com 4,68 Mbps, em média, número maior do que o da Itália, mas inferior ao de Gana. Metodologia leva em conta acessos corporativos e residenciais

Um estudo feito pela Ookla, empresa de mensuração de velocidade na internet, mostra que o brasileiro baixa arquivos com velocidade média de 4,68 Mbps, número que coloca a internet nacional na 69a posição no ranking mundial de rapidez de conexão. A média planetária é de 8,6 Mbps.

Segundo a companhia, que monitora as conexões de 170 países a partir de consultas ao site www.speedtest.net, os dados se referem ao período de fevereiro a abril de 2011. O quadro é completado por outros índices, como o de preço por Mbps, qualidade do serviço e entrega da velocidade prometida. Neles, o Brasil se posiciona, respectivamente, na 44a, 27a e 16a posições, respectivamente.

Os dados mostram um quadro diferente do geralmente apresentado. Se por um lado o país está atrás de nações raramente citadas como de uso intenso da rede mundial de computadores, como Gana, mas à frente de potências como a Itália, por outro aparece bem no ranking de entrega de velocidade prometida e de preço. 

A situação vai de encontro às críticas feitas às empresas de telecomunicações atuantes no país, frequentemente acusadas de não cumprir os acordos firmados com seus clientes e de cobrar caro por um serviço ruim.

De acordo com a Ookla, um Mbps no país custa, em média, US$ 13,3, o equivalente a R$ 21. O custo é inferior ao buscado pelo governo federal no Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) --R$ 35. A pesquisa, no entanto, limitou-se ao estado de São Paulo, o que ainda assim, parece irreal. A metodologia não é detalhada. A empresa informa apenas que analisou 383 consumidores. A média mundial seria de US$ 9,2. Bulgária e Romênia lideram o ranking do menor preço por Mbps, com US$ 0,6 e US$ 1,1, respectivamente.

No quadro do custo relativo do preço do Mbps pelo Produto Interno Bruto (PIB) per capita, o Brasil fica na 47a posição, pois o custo seria equivalente a 1,9% da renda. Em primeiro lugar estão Hong Kong e Dinamarca, onde o preço do Mbps custa apenas 0,07% do PIB per capita.

Em relação à entrega da velocidade prometida, as empresas forneceriam, em média, 95% da banda contratada. O índice coloca o país na 16a posição do ranking, acima da média mundial de 85% e à frente de países desenvolvidos como Dinamarca e EUA. A pesquisa englobou cinco capitais (Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Brasília).

No que se refere à qualidade, o índice, nos critérios da Ookla, é de 81,9. O método utilizado é o “Fator R”, que mede o tempo de resposta de uma chamada telefônica via IP. Nessa escala, valores entre 80 e 90 são classificados como “aceitáveis”, segundo a Fluke Networks, empresa responsável por desenvolver a metodologia.

Os números diferem da pesquisa divulgada pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) no fim de março. De acordo os dados desse estudo, restrito a conexões empresariais, a média de preço nacional para uma conexão de 1 Mps é de 109,82. Nos pacotes de um mega paga-se 150% a mais que no Canadá, 238% a mais que no México e Colômbia e 348% acima da Alemanha. Por outro lado, os custos estão no mesmo nível de Índia, Argentina e Estados Unidos. Leia a matéria “Pesquisa mostra que acesso empresarial à banda larga é lento, caro e desigual”.

 

Data: 05 de maio de 2011
Autor: Marcelo Medeiros

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