Banda larga para melhorar a administração pública e os serviços à população
Em Campinas, cidade com pouco mais de um milhão de habitantes e localizada a 90 quilômetros da capital paulista, começará a ser colocado em prática o projeto de “iluminação” com banda larga. A ideia é que a rede beneficie tanto as unidades da administração pública quanto a população.
Segundo Pedro Jaime Ziller de Araujo, atual presidente da Informática de Municípios Associados (IMA), a empresa de Tecnologia de Informação de Comunicação (TIC) da prefeitura, com esse projeto, Campinas dá um passo muito importante rumo à transformação em uma cidade verdadeiramente digital.
“Começaremos efetivamente implantando a rede e atuando na área de telecomunicações. Para isso, temos um prazo de 18 meses, concedido pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) a partir da data de assinatura do Termo de Autorização, o que deve ocorrer ainda neste mês de março”, informa Araujo, engenheiro e ex-presidente da Anatel, acrescentando que a proposta é concluir essa etapa nos próximos 12 meses.
O objetivo do projeto é conectar todas as áreas da prefeitura e oferecer internet gratuita aos habitantes em determinadas áreas. “Pretendemos conectar o Paço Municipal, todas as unidades descentralizadas da administração pública direta, empresas municipais e autarquias na rede principal. Também vamos colocar acesso público e gratuito à internet em diversos pontos de interesse no município, como praças públicas, rodoviária e terminais de ônibus, entre outros”, detalha.
De acordo com Araujo, a implantação do projeto começará com a montagem de uma rede básica inicial, cujo investimento está orçado em aproximadamente R$ 600 mil. “Isso porque vamos aproveitar parte da estrutura de fibra ótica existente, complementando onde for necessário, e transmissão sem fio em frequências não licenciadas”, informa.
O presidente da IMA comenta que, como a instituição é uma empresa de telecomunicações, também será possível fazer uso compartilhado das redes de outras operadoras. “Faremos isso segundo a modalidade definida pela Anatel como ‘uso industrial’, com custos mais baixos”, emenda.
Objetivos e expectativas
Araujo conta que o objetivo principal, neste momento, é atender a administração pública. Inicialmente, serão contemplados os órgãos da Prefeitura de Campinas, com a possibilidade de ampliação para outros municípios da Região Metropolitana.
Para o presidente da IMA, o projeto que “iluminará” Campinas permitirá que o governo municipal tenha mais autonomia, garantindo alta disponibilidade para os órgãos públicos conectados na rede e sem precisar depender de operadoras do mercado. “A redução nos custos, que também ocorrerá, vai permitir que se invista ainda mais na qualidade e ampliação dos serviços”, completa.
Já a população, segundo ele, ganha a partir do momento que passa a contar com um atendimento mais ágil e com menos possibilidade de interrupções, seja nas unidades da prefeitura ou no próprio Paço Municipal. “Além disso, haverá os pontos de interesse com acesso à banda larga wireless e com a possibilidade de criação de novos centros de inclusão digital”, reforça.
De acordo com Araujo, a expectativa é que a IMA, como braço tecnológico da Prefeitura de Campinas, possa se tornar, cada vez mais, uma desenvolvedora de soluções para a administração pública.
“Os aplicativos desenvolvidos pela empresa e que auxiliam na automatização da gestão em áreas como Saúde, Educação e Segurança são um componente importante para garantir maior agilidade e qualidade no atendimento ao cidadão. Isto já tem ocorrido. Só que, até agora, a IMA estava dependente das operadoras de telecomunicações para prover a conectividade necessária à operação destes aplicativos. Em breve, vamos poder prestar estes serviços diretamente”, planeja.
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Anatel aprova IMA como prestadora de SCM
O Conselho Diretor da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) aprovou a solicitação da IMA para prestação do serviço de Comunicação Multimídia (SCM). A decisão foi tomada no dia 04 de fevereiro e o próximo passo do processo será a concessão do Termo de Autorização pela Anatel, o que deve ocorrer até o final de março.
Com esta autorização, a IMA passa a atuar também na área de telecomunicações, podendo tornar-se prestadora de serviços como telefonia VoIP (Voz sobre IP), transmissão de vídeo, de dados, entre outros, em qualquer município do Brasil.
A partir da publicação do Termo de Autorização, a empresa terá 180 dias para apresentar à Anatel um projeto de implantação de rede para a prestação dos serviços e 18 meses para efetivamente estar operando nesta área.
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Fonte:
IMA
Data: 31 de março de 2010
Autor: Gabriela Bittencourt