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Bahia começa a atualizar sua base cartográfica
O governo da Bahia, por intermédio da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais (SEI) da Secretaria do Planejamento (Seplan), desenvolve projeto para atualização da base cartográfica do Estado. A Imagem, que oferece soluções de tecnologia e informação espacial, foi contratada para fornecimento de imagens de satélite com 2,5 metros de resolução. Esse serviço integra um projeto maior para atualizar a cartografia do estado. A previsão é concluir o trabalho no início de 2010. Dessa maneira, a Bahia poderá ser o primeiro estado brasileiro a contar com uma base cartográfica atualizada e com cobertura para todo o território.
Rita Pimentel, diretora de Informações Geoambientais da SEI/Seplan, explica que o setor, que coordena a Comissão Estadual de Cartografia, licitou a aquisição das imagens de satélite de toda a Bahia para uso pelos órgãos da administração pública estadual. “A solução contratada faz parte de um processo que visa a atualização da base cartográfica do estado da Bahia, que é elemento básico para o Sistema de Informações Geográficas (SIG). Buscamos organizar e padronizar todos os dados geoespaciais”, afirma.
De acordo com a diretora da SEI, para criar esse banco de informações, está sendo analisada a viabilização da Infraestrutura de Dados Geoespaciais da Bahia. Esse sistema contemplará um conjunto de tecnologias que permitirão o acesso às informações territoriais pelos diversos órgãos do Estado e usuários em geral. “Porém, por enquanto, o processo atual visa principalmente a padronização de informações e o acesso às mesmas. A tecnologia a ser utilizada para esse fim será aquela que melhor atender as especificações que estão sendo elaboradas”, explica Rita.
Segundo Marcio Santana, gerente de projetos da Imagem, o governo da Bahia poderá fazer uso das imagens de satélite oferecidas pela empresa para elaboração e desenvolvimento de planos de políticas públicas, entre outros objetivos. “Com essa atualização cartográfica, o Estado poderá garantir maior assertividade em suas ações de planejamento econômico, desenvolvimento social e meio ambiente, principalmente”, completa.
Érico Pagotto, responsável por soluções de SIG para Governo na Imagem, afirma que, embora disponível no mercado há cerca de 40 anos, a tecnologia nunca teve tanta evidência como atualmente, quando a economia de recursos é primordial em todos os processos. “Na esfera governamental, o SIG é um instrumento imprescindível. É impossível realizar um plano diretor, o controle patrimonial ou qualquer outra atividade de planejamento e gestão integrada sem o sistema”, avalia.
Mais sobre o projeto
Santana conta que a parte do projeto de atualização da base cartográfica da Bahia competente à Imagem está concluída. “A empresa foi contratada para o fornecimento de imagens de 2,5 metros, obtidas por sensor ótico orbital, para todo o Estado da Bahia, e esse material já foi entregue. Nosso produto é o insumo de entrada para o programa de atualização cartográfica do Estado. Por isso, o tempo de retorno das soluções dependerá dos demais contratos firmados ou a serem assinados pelo Estado”, explana.
De acordo com a Imagem, a nova cartografia da Bahia contará com mais de 3 mil folhas topográficas. As escalas utilizadas são de 1:25.000 para as regiões oeste, extremo sul e litoral do estado e de 1:50.000 para o semiárido. Numa escala de 1:25.000, cada centímetro no mapa equivale a 25.000 no solo. Dessa forma, quanto menor o número, mais detalhes o mapa terá. Segundo a empresa, a cartografia usada pelo Estado da Bahia atualmente foi feita entre as décadas de 50 a 70 e conta com apenas 227 folhas topográficas, elaboradas na escala de 1:100.00, ou seja, com menor riqueza de informações.
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Autor: Gabriela Bittencourt