Mercado » Setor Público » Anatel antecipa faixa para satélites em função das chuvas na Região Serrana do Rio

Anatel antecipa faixa para satélites em função das chuvas na Região Serrana do Rio

A Anatel aprovou nesta quinta-feira, 27/1, a destinação de faixa de radiofrequências – 26,55 GHz a 28,65 GHz – relacionada à exploração de satélites com o objetivo de viabilizar a aplicação, no Brasil, de um sistema mais moderno de monitoramento climático. O efeito prático é ampliar a previsão meteorológica e, consequentemente, ter melhores condições para minimizar os efeitos de catástrofes como a mais recente no Rio de Janeiro.

A agência, na verdade, está antecipando uma regulação sobre essa faixa, uma vez que o objetivo é viabilizar a operação no Brasil do sistema de satélites ambientais de órbita polar (NPOESS na sigla em inglês). O sistema é norte-americano, mas compreende pelo menos outros 10 países – 11 com o Brasil.

O sistema prevê, inicialmente, a utilização de dois satélites NPOESS mais dois satélites por meio de cooperação internacional com a Europa e Japão. O primeiro satélite NPOESS tem lançamento previsto para 2014. Os satélites europeu e japonês já se encontram em órbita.

“Ficamos impressionados com a tragédia, por isso tomamos a dianteira para mostrar que estamos sensíveis ao assunto e antecipamos as regras mesmo com o satélite sendo lançado somente em 2014”, disse o presidente da Anatel, Ronaldo Sardenberg.

Os acordos entre os países – Brasil, Chile, EUA, Austrália, Nova Zelândia, Guam, Coreia, Índia, África do Sul, Espanha e Noruega, além de bases na Antártida – incluem a troca de informações ambientais, a análise e disseminação de dados ambientais, a cooperação e utilização de infraestrutura e o desenvolvimento de aplicações e pesquisa científica.

O projeto é composto por diversos receptores distribuídos globalmente. Os dados são recebidos automaticamente e direcionados dos receptores para as centrais de alto desempenho. Após processados, os dados obtidos serão disponibilizados para a comunidade internacional de meteorologistas, cientistas e pesquisadores.

O receptor no Brasil será operado pela Raytheon em colaboração com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, que já tem convênio semelhante para o sistema atual de monitoramento climático. Segundo o INPE, com o novo sistema a atual janela de previsão passara dos atuais 3 a 5 dias para 5 a 7 dias.

Fonte: Convergência Digital
Data: 28 de janeiro de 2011

«Voltar



Apoio: