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Cabos, fibra ótica ou sinal de rádio
São utilizados três tipos
de vias para levar o sinal de acesso à internet para
os variados pontos de um mesmo município: cabos, fibra
ótica ou sinal de rádio. É por uma destas
três opções que circula a informação.
A escolha de uma
das três vias e dos equipamentos depende muito da infra-estrutura
já existente no município, principalmente no
que se refere a cabos e fibra ótica já instalados.
Quando for necessário construir vias totalmente novas
somente para a passagem do sinal da internet, a geografia
do município será fator determinante: topologia,
distâncias relativas, facilidades e dificuldades (econômicas
e físicas) para passar cabos, etc.
Em cidades em que há uma instalação abrangente
de fibra ótica chegando a quase todo o território,
utilizá-la para levar o sinal de acesso à internet
pode ser uma boa opção. Depende basicamente
de que porcentagem do território já está
interligada e qual a dificuldade de chegar às demais
áreas.
Já nos municípios em que ainda não há
cabos ou fibras – e mesmo naquelas em já há,
mas não chegam à totalidade do território
–, a opção de instalar redes sem fio para
fazer o sinal chegar das centrais ao usuário final
tem mostrado boa relação custo-benefício,
pois evita o transtorno e o custo de quebrar ruas e calçadas.
Porém, é importante ressaltar que, na maioria
dos casos, utiliza-se uma combinação de instalações
de cabo ou fibra e de ondas de rádio, pois cada opção
se mostra mais adequada a necessidades distintas. E consultores
alertam: não existe uma única opção
melhor. Depende de cada caso.
Normalmente, utilizam-se cabos e/ou fibra ótica para
levar o sinal dos backhauls (troncos de infra-estrutura de
rede) até os provedores de acesso à internet,
em função de sua maior capacidade de transmissão
de dados, comparativamente a redes sem fio.
E, para levar o acesso dos provedores de acesso à internet
ao usuário final (edifícios públicos,
casas das pessoas etc.), as ondas de rádio (ou seja,
as redes sem fio) têm sido amplamente utilizadas, por
terem capacidade suficiente para a necessidade e apresentam
a vantagem de não “fixarem” o usuário
final em um único ponto: o sinal sem fio chega ao ambiente
como um todo, não a um ponto específico.
Ambientes internos e externos
É importante destacar que o universo de equipamentos
para instalar redes sem fio é diferente para ambientes
internos e externos. Nos primeiros, é utilizada a tecnologia
de transmissão de dados Wi-Fi [ver Dicionário
de termos técnicos], que utiliza aparelhos chamados
roteadores. Estes captam o sinal externo e o irradiam por
todo o ambiente interno, criando o que os técnicos
chamam de “nuvem de sinal”.
Dessa forma, o usuário pode estar em qualquer lugar
do ambiente, não precisando ficar preso a um determinado
cabo. O alcance médio do sinal é de 100 metros,
podendo ser significativamente reduzido de acordo com o número
e a densidade de obstáculos de concreto no ambiente.
Em ambientes externos, pode ser usada uma variedade de tecnologias,
algumas livres, outras proprietárias. As mais comuns
são a Mesh (também chamada de Wi-Fi metropolitano)
e a Wimax [para mais detalhes, ver Dicionário de termos
técnicos], ambas livres. Para cada uma dessas tecnologias,
existem rádios para uso nos casos em que há
linha de visada (ou seja, não há obstáculos
físicos entre o rádio e o ponto ao qual o sinal
tem que chegar) e para os casos sem linha de visada.
economicamente viáveis para situações
com ou sem linha de visada e também para diferentes
distâncias. Chuva, neblina, vento e outros fenômenos
não interferem no sinal.
Além disso, há dois tipos de direcionamento/alcance
de equipamentos de rádio: os que são ponto a
ponto, ou seja, farão a transmissão exclusivamente
entre dois pontos específicos e normalmente têm
alcance superior a 50 km; e os que são ponto a multiponto,
ou seja, de um mesmo rádio central sai um sinal em
360 graus, que chega a vários rádios e tem alcance
aproximado de 15 km.
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